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Review de The Indigo Spell – Bloodlines

03/06/2013

The Indigo Spell

Ah, o prazer de ler as histórias da Richelle Mead…

Eu sou fã, então sou meio suspeita para falar, mas a mulher realmente sabe escrever! Já devorei vários livros escritos por ela e não foi diferente com o The Indigo Spell.

O mais engraçado é que como fã, a primeira reação ao terminar de ler essa história  foi achá-la perfeita e maravilhosa, tipo início de namoro, sabe? Como se fosse proibido achar problemas em pessoas que idolatramos.

Eu estava nas nuvens com a evolução do relacionamento entre Sydney e Adrian entre tantas outras coisas na história, mas depois de alguns dias pensando e de trocar ideias com a Sucker comecei a ver que eu não estava mais tão feliz assim. Em especial, e acho que foi a única coisa que me deixou incomodada, minha bronca se refere a participação do personagem Marcus Finch. Eu sinceramente esperava mais dele.

 


spoiler-alert

Depois do segundo livro da série, ficou aquele mistério de quem seria Marcus Finch e toda a promoção do The Indigo Spell ficou em torno desse personagem, como se ele fosse trazer uma revelação muito importante ou algo do gênero. Eu fiquei com uma expectativa em relação a ele e talvez por isso eu tenha me frustrado um pouco.  Na verdade ele apareceu apenas pra mostrar pra Sydney que é possível quebrar o poder da tatuagem dos alquimistas e que os alquimistas não são completamente aquilo que postulam ser. Ele até tenta convencer ela a entrar pro grupinho de ex-alquimistas dele e ajuda-lo a revelar ações sujas dos alquimistas, mas como a própria Jill comenta na história, ele fica muito na conversa, na teoria. Dava discursinhos do tipo “ainda não estamos prontos para agir” e “precisamos de mais provas”, enquanto a Sydney queria fazer e acontecer. Eu sinceramente me admirei que a Sydney desistiu de completar a selagem da marca dourada e o Marcus Finch simplesmente foi para o México com os dois pupilos dele e ficou por isso mesmo. Achei isso muito estranho. O cara só comprovou que a teoria da Sydney não é falsa e na minha humilde opinião isso não é tão bombástico assim.

Pra um personagem que tá estampado na capa do livro é de se imaginar que ele vá ter uma certa importância na história – e de repente, eu espero, até vai ter no próximo livro. Eu tenho até algumas teorias. A Sydney, por exemplo, não completou a anulação da tatuagem dela e, de acordo com o Marcus, para isso acontecer ela precisaria ainda tatuar com a tinta azul por cima da dourada. Como ela decidiu fazer apenas uma parte do processo, imagino que vá acontecer alguma coisa que exija o retorno do Marcus Finch. Talvez dê tanto problema que ele precise retornar pra expor de fato os alquimistas e a relação deles com os guerreiros da luz. De repente a Sydney vai ser mandada pra algum reformatório por algum descuido, denunciando que quebrou a magia da tatuagem e o Adrian e o resto da turma vão precisar ir atrás do Marcus pra obriga-lo a tomar uma atitude e revelar a todos a ligação dos alquimistas com os guerreiros da luz (daria uma boa fanfic, inclusive).

Por outro lado, enquanto a trama dos alquimistas está numa enrolação sem fim, o par romântico Adrian e Sydney está num estado de combustão avançada, literalmente. Adorei ver as coisas pegando fogo entre os dois, a ponto de não poderem ficar muito perto sem se agarrarem. É legal de ver esse outro lado da escrita da Richelle Mead. Posso estar um pouco esquecida, mas na série Vampire Academy parecia tudo muito pudico e as cenas mais calientes não eram narradas com tanta riqueza de detalhes, parecendo não tão quentes assim (opinião pessoal minha). Comparando os galãs das duas séries, o Adrian tem uma pegada diferente do Dimitri e muito menos controle que o Deus russo, então é mais fácil que as coisas esquentem com mais facilidade. Aquela cena em que o Adrian coloca a Sydney sobre a mesa, por exemplo, eu adorei! Totalmente inesperado, mostrando o desespero dos dois! Muito bom!

Eu fico feliz que as coisas estejam avançando entre eles. Finalmente a Sydney admitiu ter intensos sentimentos pelo Adrian, retribuindo o que ele sente por ela e agora vão precisar achar uma forma de lidar com isso, já que ficar longe se tornou uma opção inaceitável. Será engraçado os dois namorando às escondidas, ainda mais que a irmã da Sydney apareceu pra complicar as coisas no final do livro.

Me preocupa o fato de que em um ano, fazendo ou não a tatuagem azul, a tatuagem da Sydney vai deixar de ser dourada, adquirindo um tom prateado. Não acredito que tanto tempo assim vá transcorrer no próximo livro, mas em algum momento ela vai deixar de conseguir esconder a nova condição dela e isso vai render pano pra manga. Uma coisa é fato, mais cedo ou mais tarde Sydney vai ter que enfrentar de frente os alquimistas e a própria família dela.

spoiler-off

O livro como um todo está bom, apesar de não ter sido o melhor da série. Muita coisa aconteceu, mas pouco se concluiu, o que me leva a crer que o The Indigo Spell foi uma espécie de ponte para o que está por vir. Os acontecimentos foram marcados por muita ação e investigação, dando um ar tenso e intenso para a história, inclusive no que diz respeito aos romances. Espero poder devorar a sequência da série, colhendo os frutos das sementes plantadas neste livro.

 

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