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Fanfic Last Sacrifice – Capítulo 50

07/26/2011

Sorry Folks, pela demora na postagem! Mas como prometido no último post, aqui está o capítulo 50! Eu já vou adiantando que até eu terminar a fic mais atrasos poderão ocorrer, então desde já, sorry for that!

O bom é que eu já tenho um material bem significativo para o cap. 51 e, pode ser cedo demais para dar certeza, mas  acho que esse sai ainda no próximo domingo. Qualquer imprevisto eu aviso vocês, como sempre tenho feito, ok?

Esse capítulo é light, sem grandes emoções ou notícias bombásticas, mas como seu sempre falo, tem lá a sua importância. Espero que gostem! Boa leitura a todos e até mais =)

Para ler capítulos anteriores, clique aqui

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Fanfic Last Sacrifice (by Little) – Capítulo 50

Depois de chorarmos juntas por algum tempo, Lissa me secou com a toalha, enrolando-a ao meu redor e indo até a porta para destrancá-la.

“Christian? Zach?”, Lissa chamou.

“Eu não preciso deles”, eu disse ao tentar me levantar, apesar de não ter ido muito longe, pois não consegui fixar os pés no fundo da banheira e, mesmo se conseguisse, acho que não teria forças para me erguer. Lissa estava correndo para me socorrer quando Zach recostou-se no marco da porta, seguido de Christian.

“Não parece que você não precisa da nossa ajuda”, ele disse com sarcasmo. Eu revirei os olhos, mas ainda assim registrei um sorriso aliviado brotar em seu rosto.

“Vocês podem colocá-la na cama, por favor?”, Lissa pediu aos dois que, sem nem questionar, se aproximaram de mim e, com todo o cuidado, me ajudaram a sair da banheira como se nem tivessem percebido que eu estava vestindo apenas uma toalha. Feito o carreto, Zach convidou Christian para deixar o quarto, entendendo que precisávamos de privacidade. Pode até parecer estranho, mas os dois pareciam estar se dando melhor do que qualquer um poderia imaginar.

“Eu não sei como você achou esse garoto, mas eu já gosto dele”, Lissa comentou enquanto providenciava algo para eu vestir.

“Pra ser sincera, acho que foi ele quem me achou primeiro”, eu refleti em voz alta.

“Como foi isso?”

“Ah, é uma longa história”.

“Tudo bem, você me conta outra hora”, Lissa disse ao me jogar uma calcinha, um pijama atoalhado e um par de meias grossas. Eu olhei com receio para o modelito escolhido. “Ei, não seja tão crítica!”, Lissa resmungou. “Você está cansada, mal dormida, fraca. Eu não acho que você precise de mais do que isso no momento”.

“Sinto muito, Lissa, eu posso até vestir o pijama, mas se você pensa que eu vou dormir…”.

“Rose, você precisa descansar”, Lissa contestou vindo até mim para ajudar a me vestir.

“Eu disse não!”. Lissa parou o que estava fazendo para me estudar cuidadosamente, obviamente percebendo a alteração da minha voz.

“Bem, então apenas deite um pouco, se esquente e tente relaxar. Saiba, porém, que você não poderá ficar acordada para sempre, Rose. Uma hora você vai acabar dormindo. Você está apenas adiando o inevitável”. Eu mordi o lábio e com um suspiro eu me enfiei embaixo das cobertas e tentei fazer o que ela havia me dito, afinal não era nenhuma mentira que eu estava um caco humano e precisava recuperar minhas forças.

Justo quando eu terminava de me acomodar, alguém bateu na porta.

“Quem é?”, Lissa perguntou meio ressabiada.

“Serviço de quarto”, uma voz respondeu. Uma voz grave, com um leve sotaque russo, inconfundível, que simplesmente ao chegar aos meus ouvidos me roubou o ar. Lissa virou-se para mim, como se perguntando o que deveria fazer.

“Tudo bem”, eu disse depois de um tempo. “Deixe-o entrar”. Lissa não só atendeu meu pedido como se retirou do quarto quando Dimitri passou pela porta empurrando um desses carrinhos de café da manhã de hotel, o qual encostou próximo à parede, como se aquilo não importasse no momento. Ele então se virou de frente para mim com seus braços estendidos ao longo do corpo e mãos escondidas nos bolsos de um sobretudo de lã acinzentado que lhe caía perfeitamente. Alías eu sempre adorei como sobretudos de forma geral geralmente ficam bem no corpo de Dimitri. E com seus cabelos na altura do ombro e seus traços bem masculinos então, ele fica parecendo um daqueles homens misteriosos e charmosos que vemos em filmes.

A expressão com que Dimitri me encarava era dura, séria, mas seu olhar refletia tudo aquilo que eu estava evitando, compaixão e ternura. Por que ele estava fazendo isso?

Ele não disse absolutamente nada, apenas fixou seus olhos nos meus de uma forma tão intensa que foi como sentir minha alma ser tocada e eu, determinada a ser forte, o encarei o quanto pude, mas no fim acabei cedendo e desviei o olhar quando meus olhos começaram a ficar marejados de emoção. Dimitri pareceu aliviado, como se estivesse apenas esperando que aquilo acontecesse para calmamente tirar o casaco, atirá-lo sobre uma cadeira e caminhar até a cama para sentar-se ao meu lado.

“Por favor, não…”, eu implorei para que ele parasse, com a voz alterada pelo nó formado em minha garganta, quando as mãos dele passaram a acariciar meus cabelos e face, deslizando na direção dos meus braços e costas. No início os gestos carinhosos de Dimitri pareciam me ferir, mas aos poucos eu entendi que para aprender a suportar a dor era necessário enfrentá-la e Dimitri estava apenas me ajudando a entrar em contato com a minha. Assim eu fui me permitindo relaxar, liberando toda a tensão que estava guardada em algum lugar dentro de mim ao apoiar a cabeça em seu peito e concentrar-me apenas na batida de seu coração. Dimitri suspirou.

“Aliviado?”, eu perguntei, sentindo sua caixa torácica subir e descer sob mim.

“Você não tem idéia do quanto”, ele passou a mão sobre minha cabeça mais uma vez. “Eu tenho que admitir Rose, eu estava com medo de me aproximar de você”.

“O quê? Por quê?”, eu disparei, sentando-me melhor na cama.

“Bem, eu sabia que você precisava de um tempo sozinha, mas a verdade é que eu não queria ser mais uma lembrança dessa tragédia para você”.

“Dimitri, como você poderia ser uma lembrança do que aconteceu?”.

“Você ainda pergunta? Adrian se fez de isca para distrair o maldito Strigoi que estava me vencendo, Rose!”, Dimitri soou inconformado. “Ele fez isso para que eu tivesse a droga de uma chance!”.

“É, mas não a chance que você está pensando”, eu o corrigi; minha voz suave. “Dimitri, Adrian sabia que se algo acontecesse a você, eu não suportaria, aliás, pra dizer a verdade, eu já estava desistindo de lutar quando eu vi sua situação, o que motivou Adrian a agir. Moral da história: Adrian salvou você? Sim, mas para que você e eu tivéssemos uma chance. Você acha que eu desprezaria um presente desses, conquistado com tanto sacrifício?”, eu perguntei já engasgada, quase chorando ao levar as mãos ao rosto dele. Ao mero toque de nossas peles, Dimitri fechou seus olhos por um instante e então voltou a me encarar com ternura; seus olhos castanhos tão vivos que eu podia enxergar meu reflexo neles. “Eu quero que você tenha certeza de uma coisa, Dimitri. Eu me sentirei eternamente triste por ter perdido Adrian assim, tão cedo, mas quando eu olho para você, eu não penso no que perdi e sim no que ganhei e eu jamais, jamais ficarei triste por isso”. Eu disse, deslizando o polegar sobre os lábios dele, recebendo um breve e estalado beijo na ponta do dedo, seguido de um abraço que me fez suspirar.

“Sinto muito”, ele sussurrou no meu ouvido, apertando-me com força “Por Adrian, por tudo. Eu realmente sinto muito”. Outro suspiro.

“Eu sinto muito também”, eu respondi após um tempo, voltando para baixo das cobertas e apoiando a cabeça sobre as pernas de Dimitri. “Falando nisso, vocês conseguiram falar com Daniella?”.

“Sim. Não foi fácil, contudo ela parece ter aceitado a notícia melhor do que imaginávamos”, ele respondeu, mexendo em meus cabelos. “Tanto que a notícia já foi anunciada oficialmente e Daniella já está inclusive cuidando da cerimônia de despedida de Adrian”.

“Mesmo? Quando será?”, eu perguntei não muito surpresa, afinal Daniella podia parecer frágil, mas na verdade é uma mulher forte. Uma das coisas que eu admiro nela.

A resposta de Dimitri não me agradou muito, fazendo-me sair do conforto do seu colo para encará-lo, indignada. De acordo com ele, foi feita uma reunião onde ele próprio junto com meus pais e meus amigos, decidiram que não seria uma boa idéia eu participar da cerimônia de despedida de Adrian nem de seu funeral, claramente temendo que eu voltasse a agir como uma lobotomizada.

Tá certo que eu não estava falando com nenhum deles até pouco tempo atrás, mas, honestamente, eu não sei como eles pensaram que poderiam tomar uma decisão dessas por mim! Eu precisei respirar fundo para me controlar.

“Rose pense bem…”.

“Eu estou pensando bem, Dimitri! Quando?”, eu perguntei pela última vez.

“Amanhã, no começo da tarde. Então não se preocupe, pois você ainda tem tempo para tentar convencer a todos de que está em condições de ir”.

“Mas eu estou em condições!”.

“Quer uma sugestão?”, Dimitri perguntou ao puxar o carinho de café mais para perto. “Coma algo e seja capaz de ficar sobre suas próprias pernas antes de dizer isso novamente”.

“Eu não estou com fome”.

“Você está sendo infantil, Rose. Depois ainda reclama quando as pessoas a lhe tratam feito uma criança”, ele disparou sem hesitar. “Escute o que eu estou dizendo. Se você quer ter uma chance, coma”.

Aquilo me atingiu feito um tapa na cara, até mesmo porque Dimitri tinha uma ponta de razão. Não que eu tivesse que convencer todos da minha condição, mas, em especial, duas pessoas, meus pais. Eles sim não aceitariam qualquer desculpa esfarrapada que eu inventasse e certamente teriam meios de me impedir de se realmente essa fosse a vontade deles.

“O que você tem aí?”, eu perguntei com desdém. Um sorriso vitorioso brotou no rosto de Dimitri quando ele ergueu a tampa que cobria a bandeja sobre o carrinho.

“Frutas, leite, suco, bolo de chocolate, pastel suíço de maçã com canela, bolachas diversas, pão, frios…”. A lista seguiu por mais um tempo, me deixando impressionada pela sua variedade. Dimitri sugeriu que eu começasse por alguma fruta, já que eu havia ficado muito tempo com o estômago vazio, alcançando-me um prato com variados pedaços. Curiosamente, assim que comecei a comer, meu apetite voltou-se contra mim de forma violenta e, de repente, eu queria provar de tudo um pouco.

Enquanto eu devorava o que tinha de comestível ao meu redor, Dimitri contou que o clima na corte após o anúncio da morte de Adrian apenas intensificou o que já não estava bem por causa da eleição e por isso sua data não fora alterada como Lissa imaginou que poderia ocorrer. Assim, a eleição aconteceria no mesmo dia do enterro de Adrian, apenas algumas horas depois.

Isso significava que eu precisava logo de bons argumentos para convencer a turma de que eu estava em condições de ir ao funeral, porém com a noite à disposição de minha mente insone, pensar nisso até que não foi difícil. Complicado mesmo foi colocar o plano em prática.
A assembléia que eu convoquei assim que amanheceu, onde os participantes eram meus pais e amigos mais próximos que estavam na corte, não saiu como eu esperava, pois assim que manifestei meu desejo de ir a funeral, o caos começou. Todos davam palpites sobre a melhor coisa a fazer comigo, como se eu nem estivesse lá!

No começo eu até deixei que eles gastassem saliva discutindo entre si, mas ao ver que a conversa não estava servindo aos meus propósitos, eu peguei a luminária que decorava o criado-mudo de Lissa e a atirei contra a parede com toda força. Dane-se Dimitri e sua teoria sobre não agir como uma criança, eu pensei. Eu precisava da atenção de todos a qualquer custo. A luminária se espatifou em pedaços com o impacto e todos olharam para mim na mesma hora.

“Ei, eu estou aqui!”, eu gritei batendo no peito com a mão aberta. “Pelo amor de Deus, parem de agir como se eu fosse invisível ou não pudesse ouvir tudo que vocês estão falando! Que inferno!”, eu exclamei. “Eu agradeço de coração a preocupação de todos e sinto muito se antes eu assustei vocês com o meu estado de estupor, mas a partir de agora eu estou assumindo novamente o controle do meu corpo e de minhas decisões, portanto não importa o que vocês acham melhor. Eu vou ao funeral de Adrian hoje, quer vocês queiram ou não”, eu desabafei temendo que Abe considerasse usar sua infalível compulsão sobre mim apenas para provar o contrário. Ele já fez algo parecido uma vez, logo repetir a dose não lhe custaria nada. No entanto, nada disso aconteceu, bastando apenas mais um pouco de conversa, civilizada desta vez, para entrarmos em um acordo.

O frio anormal para esta época do ano agiu a meu favor, permitindo que eu vestisse, além de várias camadas de blusas, uma capa que cobria praticamente todo meu corpo, inclusive a cabeça, já que possuía um capuz. Eu sabia que com o vazamento da notícia sobre eu ainda estar viva, o risco de ser reconhecida entre as pessoas era grande, portanto a tal capa veio a calhar. Eu me sentia como a versão dark de chapeuzinho vermelho, pois minha capa não estampava o habitual vermelho dos contos e meu humor não era o de quem estava a levar doces para a vovozinha. Eu vestia preto da cabeça aos pés, o que já dizia muita coisa sobre meu estado de espírito.

Nosso destino era uma das capelas da corte, onde aconteceria uma breve, mas não tradicional cerimônia de despedida que, apesar de comandada por um sacerdote, não incluiria celebração de missa nenhuma. O motivo era simples. Adrian não era nenhum católico fervoroso e considerava suas próprias crenças a base de sua filosofia de vida, logo não fazia sentido que essa cerimônia seguisse um modelo padrão apenas para parecer certo aos olhos de uma minoria. Daniella fez questão de respeitar os ideais de seu filho até o último momento.

Do último banco, onde eu escolhera sentar acompanhada de uma equipe particular de babás, era possível ver a capela lotada, com exceção das duas primeiras fileiras de bancos, estas reservadas para os membros da família de Adrian. Porém, com as recentes acusações envolvendo Nathan Ivashkov no golpe contra os Dhampirs, muitos parentes acharam melhor não serem vistos para não serem lembrados ou erroneamente associados às atividades ilegais praticadas por ele. Não que eles fizessem falta, afinal o significado dessa pequena reunião era poder dar exatamente às pessoas que se importavam com Adrian uma última chance de lhe dizer adeus, algo semelhante ao que foi feito comigo após a simulação de minha execução. Aqui, porém, as lágrimas derramadas eram desencadeadas por fortes e profundos sentimentos e os rostos tristes não eram meras encenações. A perda era real e ao final de tudo haveria de fato um corpo a ser sepultado.

Eu fiquei cabisbaixa o tempo todo, eventualmente erguendo os olhos na direção do caixão, posicionado no centro do altar, porém quando foi aberto um espaço para quem gostaria de dizer algumas palavras sobre Adrian e ninguém se manifestou, o sangue subiu à minha cabeça e eu olhei ao redor.

“Eu gostaria de dizer uma coisa”, eu anunciei ao levantar do banco e ir em direção ao altar. Foi tudo tão rápido que ninguém teve tempo para me impedir. Os burburinhos começaram a surgir a medida que eu passava pelos bancos, mas nada comparado com o que foi quando eu, já sobre o altar, joguei o capuz para trás revelando meu rosto na frente de todos. Estava feita a confusão.

“Qual é pessoal?! Por favor, menos!”, eu fazia sinal com a mão para baixarem a bola, o que não adiantou. “Ei”, eu gritei tão alto que minha voz ecoou por alguns segundos. Agora sim. “Vocês realmente estão arruinando, por minha causa, um momento que deveria ser sagrado e especial?”, eu perguntei indignada. “Eu não acho que mereça tanto! Tudo que preciso é de um minuto da atenção de vocês, será que é possível?”. Para minha surpresa fui atendida quase imediatamente. “Obrigada! Bom, antes de qualquer coisa, para quem ainda tem alguma dúvida, sim, sou eu, Rosemarie Hathaway, em carne, osso, mas também em dor. Vocês devem imaginar o motivo. Hoje nossa comunidade sofreu a perda de uma grande pessoa. Eu sei que muitos de vocês discordam disso, pois viam Adrian como um jovem mimado, imaturo, inconseqüente, esnobe e até mesmo irresponsável afinal, verdade seja dita, ele dava motivos para que pensassem isso dele. Eu mesma não poderia tê-lo julgado mais. Por causa do cigarro, das bebidas, da forma como ele parecia querer me seduzir a cada frase que saía de sua boca. Até mesmo a forma de ele se vestir foi motivo para que eu enxergasse na minha frente apenas mais um almofadinha à procura de um pouco de diversão. E, vamos combinar, o fato de Adrian não se importar com o que pensavam dele ou de ele não tentar mudar para ser aceito, fazia com que todas essas crenças fossem reforçadas e outras tantas surgissem. Ele não era perfeito, mas era mais, muito mais do que demonstrava ser. Aliás, se ele está dentro dessa droga de caixão agora é apenas porque ele achou que a vida de outra pessoa valia mais do que a dele, sabiam disso?”. Silêncio. “Aposto que não e por essas e outras eu acho que muitos aqui não conheceram o mesmo Adrian que eu, o que é vantajoso, de certa forma, pois pelo menos assim é mais fácil dizer adeus. Por outro, é lamentável, pois deixaram de conhecer uma pessoa maravilhosa que está fazendo tanta falta por aqui que chega a doer. Vocês pensaram que estariam me punindo com a morte? Bem, pois eu acho que viver está sendo muito mais penoso”. Eu respirei fundo. “Que Adrian descanse em paz, na certeza de que estará eternamente em nossos corações. Obrigada”. Ao fim do meu discurso, Daniella levantou-se e veio até onde eu estava.

“Obrigada a você, Rose, pelas belas palavras. Significou muito para mim”, ela disse emocionada. Após trocarmos um abraço, eu voltei para o meu lugar e Daniella pediu que o sacerdote desse por encerrada a cerimônia, convidando todos para o sepultamento de Adrian, que aconteceria logo a seguir.

“Eu espero que você não tenha noção do que acabou de fazer”, Abe falou ao pé do meu ouvido com um tom de ameaça em sua voz. “Porque pelo menos assim podemos alegar insanidade quando essa função de eleição passar e você voltar a ser o foco da atenção do povo e do novo governante eleito! Ou você acha que meia dúzia de palavras bonitas vai amolecê-los?”. Abe parecia furioso. “Estamos sob as leis da selva, Rose, sendo a caça, não o caçador. Tente lembrar-se disso da próxima vez”. Ele disse sem piedade, ao levantar-se dali e ficar andando de um lado a outro no fundo da capela, nitidamente tentando se controlar para não dizer coisas das quais se arrependeria mais tarde. Sem ter argumentos a meu favor eu baixei os olhos e permaneci em silêncio. Eu não me arrependi do que fiz, mas o comentário de Abe me fez pensar.

Depois da cerimônia de despedida, todos os presentes foram convidados para o sepultamento do corpo de Adrian, que ocorreria no mesmo cemitério onde vários membros da família Ivashkov estão sepultados. Por uma questão de segurança, o enterro aconteceria antes do sol se pôr, mas por sorte o céu estava nublado, coberto por densas e esbranquiçadas nuvens, pois pelo menos assim não haveria problemas para os Morois exporem-se em pleno dia. O sol podia até estar brilhando em algum lugar, mas seus raios não eram fortes o suficiente para conseguir atingir a superfície, tornando a paisagem cinzenta e sem vida, parecendo também de luto, como todos nós.

~~~~~~~~~~~~~~* * *~~~~~~~~~~~~~~

7 Comentários leave one →
  1. Lêh permalink
    07/26/2011 7:31 PM

    Não tem grandes emoções…
    Lite…
    Você não sabe como me fez chorar…
    Nossa…
    Ai só a Rose mesmo…
    Ela consegue fazer todos ouvi-la quando quer…
    Ah ela disse tudo sobre o Adrian..
    Aih vou sentir falta dele…
    srrsrsr…
    Ah posta mais…
    Lüften…
    Beijos…

  2. Bárbara permalink
    07/26/2011 8:46 PM

    Little vc falo que não teria muitas emoções, mas eu não posso concordar com vc Pq apesar de eu não ter chorado eu fique perto disso. Mas o capitulo estava muito bom mesmo apesar de como vc disse ser light e não bombástico como eu geralmente gosto. E eu adoro quando a Rose se sente injustiçada e deixa o Abe bravo ou nervoso, mas mesmo assim o que ela disse foi muito comovente. Vou sentir a falta do Adrian.
    Little posta mais!!!!!!
    Bjs

  3. 07/26/2011 8:53 PM

    Ahhhhhhhhhhh
    Que momento mais lindo Rose & Dimitri \o/
    Amei. como sempre Little vc é demais!!!!!😄

  4. 07/27/2011 12:14 PM

    Little, claro que não tem grandes emoções, a não ser em todas as partes que envolvem o adrian, então, praticamente todo o capitilo, sendo, que como eu acho que todos ja sabem, eu não sou de chorar, e eu estou chorando, não rios… Mas eu estou. Meu deus, o discurso de Rose foi lindo, perfeito, e muito emocionante, tanto que eu chorei ali.

  5. Najla permalink
    07/28/2011 1:09 PM

    Muito lindo o capitulo.
    Vou sentir falta do Adrian.
    E a Rose e o Dimitri juntos foi tão fofo.
    Amei.

    =)

  6. 07/28/2011 11:38 PM

    Isso foi fantástico.
    Grandes, gigantes, fascinantes emoções.

  7. .:Little.Crazy.Dhampir:. permalink
    07/28/2011 11:52 PM

    HahahahaSorry pesssoas, vai ver eu fiquei tanto tempo em cima do capítulo que eu me dessensibilizei Aliás eu tava até meio desgostosa com esse capítulo, não sei porque mas estava… Mas a reação de vocês só me mostrou o quanto eu estava enganada!Que bom que gostaram =Dbjinhos

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