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Fanfic Last Sacrifice – Capítulo 48

06/26/2011

Preparados para lerem o capítulo que eu considerei um dos mais difíceis de escrever até agora? Na verdade não importa, pois  não será agradável. Eu me esforcei para que não fosse. Nos comentários vocês encontrarão algumas explicações para as decisões que eu acabei tomando e do fundo do coração eu espero que vocês entendam, mas leiam o comentário depois do capítulo pois contém spoilers. Sem mais o que dizer, com vocês, o capítulo 48.

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Fanfic Last Sacrifice (by Little) – Capítulo 48

Com as coordenadas de localização da Dra. Olendski e uma sombra chamada Dimitri Belikov logo atrás de mim, eu não perdi nem mais um segundo com o tal Dr. Emir e segui rumo ao setor de traumatologia em passos acelerados.

“Rose?”, Dimitri chamou. “Eu sei que você está agitada, mas será que dá pra tentar segurar sua onda?”.

“Sinto muito, mas não”, eu respondi sem me dar o trabalho de parar. Dimitri se calou por alguns instantes e então recomeçou.

“Você prensou o médico contra uma parede para lhe fazer uma pergunta que ele sequer havia se negado a responder!”.

“Eu sei”.

“Uma atitude desnecessária, você não concorda?”.

“Não”.

“Roza…”

“Agora não, Dimitri! Guarde o discurso para mais tarde”. Eu o ouvi respirar fundo e então acelerar os passos. Com isso ele passou de mim e se pôs na frente do caminho, obrigando-me a parar, o que me tirou do sério.

“Sai da minha frente Dimitri. Nós não temos tempo a perder”.

“Eu estou preocupado com você. Você pode bancar a valentona, mas eu sei o quanto isso deve estar sendo difícil”. O que eu poderia dizer? Dimitri me conhecia bem e estava certo na sua afirmação, algo que eu jamais admitiria, pois assim haveria mais chances de eu me deixar abater e se isso acontecesse, eu não sei se teria forças para seguir adiante. Por tal razão eu fiquei apenas encarando Dimitri com olhos furiosos de quem não gostou de ter sido lida tão facilmente.

“Sério, por que você está me seguindo?”, eu desconversei.

“Porque você está descontando sua dor e frustração em todos que possam representar um empecilho no seu objetivo salvar Adrian”. A resposta dele me indignou de uma forma que ele deve ter percebido, pois se justificou em seguida. “Eu entendo a situação Rose, mas você não está pensando racionalmente e eu não posso simplesmente aceitar que você saia distribuindo sua agressividade gratuitamente por aí. Eu treinei você e sei do que você é capaz”.

“Qual é Dimitri. Você fala como se eu fosse matar alguém!”.

“E você fala como se eu estivesse preocupado com os outros! Eu já lhe disse que não é”, Dimitri rebateu. Bufando de raiva, eu desviei dele e continuei a caminhar enfurecida. Dimitri não deu folga, me acompanhando sem dificuldades. “Tudo bem, continue fugindo. Mas saiba que se você passar dos limites, eu vou ter que pará-la, Rose. Não tem problema em ficar preocupada com Adrian, porém eu não vou deixar isso acabar com você”.

A frase de Dimitri saiu quase como uma promessa com a qual, depois de reconsiderar os fatos, eu fiquei contando, pois com tudo que estava acontecendo eu mal conseguia dormir ou comer direito e estava tão preocupada com a situação de Adrian que minhas necessidades pareciam ficar em segundo plano. E para ser sincera, eu realmente me sentia como um trem sem freios a beira do descarrilamento. Por isso eu acabei deixando que Dimitri me seguisse. Talvez eu não estivesse de fato em condições de cuidar de mim mesma então enquanto eu cuidava de Adrian, que Dimitri cuidasse de mim.

Depois que encontramos a Dra. Olendski e explicamos a ela a situação, não demorou muito até que nos preparássemos para a viagem. No início ela estava um pouco resistente, explicando que não era certo deixar seus pacientes aqui para nos acompanhar até a corte, mas eu acabei convencendo-a, alegando que o Dr. Emir poderia cuidar desses pacientes menos graves na ausência dela e que outros médicos estavam sendo chamados para atender a demanda de atendimentos, o que era verdade.

Porém, antes de autorizar a transferência de Adrian, a Dra. Olendski pediu para visitá-lo a fim de familiarizar-se melhor com o caso e avaliar as reais condições de Adrian suportar uma viagem dessas. Para minha angústia, após examiná-lo e ler seu prontuário do início ao fim, ela não foi muito otimista em relação às chances dele. Contudo, o coração de Adrian parecia ter entrado novamente em um período de estabilidade, bem como sua respiração que, apesar de estar mais lenta que o normal, mantinha um ritmo constante. Condições delicadas, mas que favoreciam seu transporte.

O avião que nos levaria não era de grande porte, tendo capacidade para transportar seis pessoas além dos dois pilotos e o paciente, por isso precisamos selecionar a dedo os escolhidos. Na lista final estavam Abe, eu, Dimitri, a Dra. Olendski, Christian e meu novo mascote, Zach. Porém, como ainda era dia quando o avião pousou no pátio da escola, precisamos tomar medidas especiais para que todos os Morois fossem embarcados com segurança, Adrian, principalmente. Não foi uma tarefa difícil, considerando que devido à sedação, ele não estava ciente de toda a movimentação envolvida, mas ainda assim desde que o removeram da enfermaria eu não saí do lado dele, prometendo a mim mesma que desta vez, quando Adrian acordasse, ele não estaria sozinho.

Dentro do avião todos pareciam saber que eu precisava daquele momento com Adrian e por isso guardavam certa distância de mim, até mesmo porque quando a Dra. Olendski pediu que eu me afastasse um pouco, para não correr o risco de machucar Adrian no caso de uma turbulência, eu quase a fuzilei com um único olhar. Quem não entendesse o recado depois disso, é porque tinha sérios problemas. Eu não estava deixando o lado dele por nada.

 “Vai dar tudo certo, ok?”, eu sussurrei no ouvido de Adrian, pegando o elástico que prendia meu cabelo e colocando-o entre os dedos de uma de suas mãos, a menos prejudicada pelo fogo, antes de deitar a cabeça ao lado da dele, passando a acariciar seus cabelos, numa espécie de cafuné, acompanhando com os olhos o seu peito subir e descer conforme ele respirava lentamente, no mesmo ritmo em que seu coração batia. Tão calmo, tão inocente, tão bonito. Sua pele podia ainda estar marcada pelas queimaduras, mas ainda assim era possível ver suas belas feições.

Eu estava no meu limite, esgotada e acho que por isso acabei pegando no sono. Não um sono de qualidade, pois eu continuava ouvindo o motor do avião, os bips emitidos pela aparelhagem médica de Adrian e algumas conversas mais ao fundo entre Dimitri e Abe e Christian e Zach. No entanto, eu fiquei ali por aproximadamente uma hora, ouvindo o apitar das máquinas quase como uma canção de ninar, despertando tensa quando algo parecia não estar certo. Era como se o que estivesse me mantendo relaxada fosse as batidas do coração de Adrian. Eu olhei para o monitor cardíaco para ver se não estava ficando louca, mas não. Os intervalos entre um bip e outro pareciam ter perdido o ritmo freqüente de antes.

“Tem algo errado aqui!”, eu gritei, percebendo depois que a Dra. Olendski já estava vindo na nossa direção, provavelmente por também ter percebido alguma alteração nos sons que o medidor estava emitindo.

“É o coração dele, de novo”, ela traduziu o que eu apenas consegui definir como errado.

“Como assim?”, eu perguntei feito uma idiota.

“Ele está parando”, ela respondeu empurrando-me para o lado, sem perder tempo discutindo comigo desta vez. Eu tentei fazer a volta para ver melhor o que estava acontecendo, mas Dimitri apareceu do nada e me segurou.

“Deixe-a fazer o trabalho dela, Roza”, ele disse com firmeza, impedindo-me de sair do lugar. Nervosa demais para resistir, eu me contentei em ver, a certa distância e na ponta dos pés, a médica injetar algo na veia de Adrian e esperar.

Vê-la parada diante de Adrian sem fazer nada era irritante, mas eu sabia que ela não poderia fazer muito nessa situação, pois qualquer massagem cardíaca exigiria certa pressão contra o peito de Adrian, o que não seria bom para o pulmão que ainda estava perfurado por um pedaço de osso da costela que havia sido fraturada.

“Vamos Adrian, reaja”, a doutora dizia a ele.

Os intervalos entre um bip e outro estavam ficando cada vez maiores, fazendo meus olhos desviarem-se novamente para o monitor, ainda em tempo de ver o gráfico indicativo de batimentos aos poucos se transformar em uma linha contínua, em acorde com o bip que veio logo a seguir, ininterrupto. Se Dimitri estivesse me segurando com força naquela hora, ele teria ficado com meu braço na mão, pois eu me separei violentamente dele e corri até Adrian.

“Faça alguma coisa!”, desesperadamente eu gritei para a médica.

“Eu sinto muito, Rose, mas se a medicação que eu injetei nele agora não funcionou, não há mais o que fazer”, ela disse parecendo escolher suas palavras.

“Você não pode desistir dele!”, eu disse apavorada, posicionando meus braços sobre Adrian e começando uma massagem cardíaca de emergência, afinal, pior do que estava não poderia ficar. Ninguém me impediu. “Que tipo de médica é você?”, eu disse entre os dentes; meus olhos marejados. “Adrian pode parecer f-fraco, mas ele é forte e… e ele n-não desiste fácil. Você não o conhece…”. Minha visão começou a ficar embaçada com as lágrimas que passaram a lavar meu rosto. “Adrian é a pessoa mais teimosa e insistente que eu já conheci até hoje e ele ama a vida dele! Ele nunca desistiria assim, nunca! Ele lutaria o fim…”, eu balbuciei como uma criança, chorando copiosamente ao ver que de nada estava adiantando o que eu estava fazendo. “Vamos seu Moroi estúpido, não faça isso comigo!”, eu gritei, ouvindo a dor da minha própria voz, sem parar de pressionar seu peito, apesar de já estar visivelmente perdendo as forças. Abe então se aproximou e envolveu uma de suas mãos ao redor do meu pulso.

“Chega, Rose. Eu sei que é difícil, mas você precisa parar”, ele disse tocando meu ombro gentilmente com a outra mão. Eu queria poder fazer o que ele estava me pedindo, mas não conseguia, pois seria como se eu estivesse desistindo de Adrian e eu não estava pronta para deixá-lo ir. A dor se transformou em raiva e logo eu não estava mais pressionando o peito de Adrian, eu batia contra ele desesperadamente, com minhas mãos fechadas em punhos.

“Respire, seu filho da mãe! Lute!”, eu implorava.

Então eu fui pega de surpresa por uma explosão de Dimitri que, já desesperado com a minha agonia e depois de muito andar de um lado para o outro, assumiu o lugar de Abe e arrancou minhas mãos de cima de Adrian à força.

“Roza, olha pra mim”, ele disse quase gritando ao apertar meus pulsos na tentativa de chamar minha atenção. “Adrian se foi, ok? Pare de se torturar, por favor. Ele se foi….”.

Ao ouvir as palavras de Dimitri, que também parecia emocionado, eu me entreguei completamente. Minhas pernas amoleceram, acabando com a sustentação do resto do corpo, de tal forma que se não fosse Dimitri estar ali para me amparar, eu teria despencado direto no chão. Porém, com o auxílio dele eu aterrissei sobre meus joelhos lentamente, como se meu corpo fosse um saco de batatas que estava sendo acomodado com cuidado.

No instante seguinte Dimitri estava ajoelhado também, me trazendo para perto de si aos poucos até que eu ficasse em posição fetal aninhada em seus braços. E ali ficamos não sei por quanto tempo, eu chorando alto e Dimitri me consolando em silêncio, contendo-me com força e me embalando para os lados enquanto os aparelhos de Adrian eram desligados um a um, uma cena que eu não sei se um dia conseguirei esquecer.

Quando mais nenhuma máquina estava conectada a Adrian, e eu me encontrava quase em estado catatônico, Abe se aproximou de nós e conversou com Dimitri, pedindo para ficar um momento a sós comigo. Além de meu pai, Abe agora era o Moroi que Dimitri protegia, logo, por mais que Dimitri não quisesse sair de meu lado, não havia o que discutir diante de tal solicitação. Abe era a autoridade maior. Não foi bom sentir Dimitri se afastar, mas em seguida novos braços envolveram meu corpo, braços mais esguios e de aparência frágil, sim, mas consoladores da mesma forma. Abe tentou dizer algo, mas acho que pela primeira vez ele, que sempre fora bom com palavras, não sabia o que dizer.

“Ele se foi, pai, ele se foi”, eu praticamente emiti um ganido, voltando a chorar.

“Eu sei, querida, sinto muito”, Abe me confortava esfregando em círculos minhas costas.

“Ele disse que estava bem, aquele covarde mentiroso!”, eu desabafei aos prantos. “Ele desistiu de lutar, Abe. Ele desistiu”.

“Ei”, Abe disse me obrigando a olhar para ele. “A situação de Adrian era grave, Rose, e, sinceramente, eu não sei como ele agüentou até agora”. Abe foi enfático, olhando nos meus olhos como se eu recém tivesse proferido um absurdo. “Adrian pode ter sido vencido, mas não se iluda achando que foi porque ele se entregou! Você mesma disse que ele lutaria até o fim, não disse?”.

“S-Sim, mas…”, minha frase foi interrompida por um soluço.

“Adrian lutou até o fim, Rose, não duvide disso. Ele lutou, apenas não conseguiu vencer”. Então Abe me trouxe de volta para seu abraço, mas aquilo ao invés de me confortar, acabou me deixando pior. Eu não queria que sentissem piedade ou compaixão por mim, não quando isso tornava minha dor ainda mais real.

“Não, Abe. Por favor”, eu gritei, me debatendo até conseguir me soltar e, ao conseguir, me arrastei até um canto, recostando-me contra a parede do avião e abraçando meus joelhos contra o peito.

“Tudo bem, eu chamarei Dimitri novamente”, ele disse parecendo desconfortável com o meu ataque de rejeição.

“Por favor, eu quero ficar sozinha”. Meu pai ficou a me encarar, avaliando que decisão tomar, optando finalmente por me dar uma chance.

“Se você mudar de idéia, é só chamar”, Abe avisou antes de voltar ao seu lugar, mostrando que apesar de tudo ele ainda confiava em mim. Ele pode até ter lido minhas emoções e entendido que eu precisava de um tempo sozinha, mas lutar contra o instinto paterno de proteger sua cria e mantê-la debaixo de suas asas não deve ter sido fácil. Entretanto foi o que ele fez.

A cena devia ser deprimente: eu encolhida num canto do avião, com olhos que mais pareciam duas torneiras que alguém se esquecera de fechar, focados em um corpo sem nenhum sinal de vida sobre a maca diante de mim. Adrian parecia tão sereno com os olhos fechados, deitado sobre aquela maca que, se as circunstâncias fossem outras, poderia-se dizer que ele estava apenas descansando, dormindo. De repente era melhor acreditar que era só isso mesmo.

Com os olhos em Adrian, eu voltei no tempo relembrando tudo que havia acontecido até então, virando escrava de minhas lembranças. Não importava quantas vezes eu fizesse isso, a sensação de ter perdido Adrian para sempre nunca deixava de parecer surreal. Há poucas horas ele estava falando comigo, dizendo que eu voltaria a sorrir novamente! Como agora ele poderia estar… morto? Pelo amor de Deus, nós estávamos em um avião equipado com uma UTI aérea, dispondo de uma médica qualificada e ainda assim nada pôde ser feito? Não fazia sentido.

O mais irônico de tudo é que chegamos tão perto! Devíamos estar a mais ou menos uma hora de nosso destino final, a uma hora do fim do sofrimento de Adrian, quando o coração dele parou definitivamente. Que tipo de erro matemático foi esse?

Era impossível não imaginar que se eu tivesse perdido alguns minutos obrigando-o a embarcar no avião com a minha mãe e Lissa quando elas foram para a corte ou se no dia do ataque eu tivesse conseguido entrar na igreja instantes antes de ele sair atrás de Christian ou sequer tivesse levado ele até lá, nada disso estaria acontecendo. E como se disposto a me deixar pior, o diabinho dentro de mim parecia gritar, incitando uma dúvida cruel e eternamente sem resposta: Será? Será que em algum momento o desfecho dessa tragédia poderia ter sido evitado ou tudo fazia parte de uma espécie de plano sádico que o destino estava armando contra mim?

Em meio a tantos questionamentos eu não percebi a aproximação de Zach, que se sentou do meu lado sem cerimônias, como se eu o tivesse chamado para conversar. Mas que droga, eu pensei. As pessoas não sabem o significado de querer ficar sozinha?

“Antes que você me corra daqui”, Zach começou “saiba que eu não vim lhe oferecer conforto. Eu já estive no seu lugar e sei como é um saco agüentar esse tipo de coisa, por isso não se preocupe que não é essa minha intenção. Eu gostaria apenas de lhe dizer que não tem problema se você atingir o fundo do poço, aliás, isso é bom porque significa que não dá mais para afundar e subir de volta é sua única saída. Pode levar algum tempo, mas mais cedo ou mais tarde você vai precisar subir. Agora, se por um acaso isso não acontecer, sinto muito…”, Zach levantou-se, abriu um pequeno cobertor que ele trazia enrolado em suas mãos e cobriu-me com ele, “… mas eu terei que tirar você de lá à força, afinal, Rosemarie Hathaway, você me deve uma e eu ainda quero que você pague sua dívida”. Zach então voltou ao seu lugar, passando brevemente sua mão sobre minha cabeça, como quem estivesse dizendo boa sorte. Aquilo mexeu tanto comigo que eu até esqueci que estava irritada com ele. Ah, Zach! Às vezes eu acho que você não existe.

Quem diria que palavras quase em tom de brincadeira e imersas em metáforas me fizessem de fato pensar e talvez até oferecessem mais conforto, apesar de Zach ter dito que não era essa a intenção, do que qualquer coisa até agora? Talvez tenha sido por ele não ter vindo com aquele papo de que tudo ficaria bem, aliás muito pelo contrário. Zach disse que não teria problema se eu chegasse ao fim do poço, dando-me a segurança de que se eu não conseguisse sair de lá sozinha depois de um tempo, ele mesmo daria um jeito de me resgatar.

Passou-me tanta segurança, na verdade, que se havia alguma corda na qual eu ainda estava me agarrando para tentar evitar a queda, eu a cortei naquele instante, desligando todas as minhas emoções, apesar de estar ciente de tudo que acontecia ao meu redor. Nada chamava a minha atenção e se alguém tentava falar comigo, era como se eu não tivesse escutado, porque eu não respondia. Era demais o esforço necessário, não valia à pena. Acho que até mesmo um zumbi pareceria mais vivo do que eu.

Minha cabeça latejava e minhas faces ardiam, irritadas devido às incansáveis e inúteis tentativas de enxugá-las sempre que uma lágrima deslizava por elas. Eu sentia meus olhos inchados e meu nariz congestionado, mas era o meu peito que doía mais. Como doía. Eu queria que a dor fosse embora, mas no fim, quando até as lágrimas cessaram, ela foi a única que permaneceu, consumindo-me lentamente como a ressaca que vem após um porre. Quando parecia insuportável, eu criei coragem e respirei fundo.

Não resista a dor, Rose, eu disse a mim mesma. Renda-se. E deixe-se cair.

~~~~~~~~~~~~~~* * *~~~~~~~~~~~~~~

17 Comentários leave one →
  1. .:Little.Crazy.Dhampir:. permalink
    06/26/2011 1:31 PM

    Antes de qualquer coisa, sinto muito a todos que adoram o Adrian como eu. Sim, pode parecer estranho que eu o adore já que fui responsável pela morte dele na história, mas eu já sabia que ele morreria desde o momento que eu comecei a escrever a fic. Por quê? Vamos por partes. Eu amo o Adrian. Com o passar dos livros ele foi me conquistando e atualmente eu acho que até sou mais ele que Dimitri. Talvez isso mude ao ler Last Sacrifice, porém por enquanto essa é minha opinião. A verdade é que Rose e Dimitri foram feitos para ficarem juntos desde o começo da série, é tão notável isso que ir contra algo tão óbvio parece sem sentido, em minha opinião. Eu poderia manter Adrian vivo, mas qual o propósito disso? Ser a eterna ponta que faz do trio principal um triângulo amoroso? Eu acho que Adrian merecia mais, ele é muito mais importante do que isso. Eu cansei de vê-lo sozinho, tendo que se conformar em nunca ter a Rose completamente para ele e por isso achei digno que ele morresse lutando em nome do amor que sente por ela, mesmo que tenha sido para salvar Dimitri, o eterno rival sem páreo. Adrian sabia como a Rose ficaria ao perder Dimitri e vê-la sofrer desse jeito seria intolerável. A ação de Adrian pode ter sido burra, mas foi nobre, a cara dele.
    Foi doloroso fazê-lo sofrer, e principalmente acabar com a vida de Adrian e por isso eu chorava e chorava sempre que precisava escrever alguma coisa relacionada a sua morte. Agora que passou, eu fico feliz e até me sinto orgulhosa, pois por um momento eu pensei que não seria capaz. Acho que por isso os capítulos começaram a atrasar e eu comecei a enrolar. Eu sabia que essa parte chegaria e eu não queria chegar nela.
    No entanto, eu consegui. Sinto muito se vocês não entenderem meus motivos. Mas pra mim foi importante que isso acontecesse. E antes que me perguntem, não, ele não vai voltar a viver. Eu sofri demais com a morte dele para agora trazê-lo à vida. Então todos nós precisaremos lidar com a falta que ele vai fazer, assim com a Rose está fazendo.
    Apesar do vazio, continuem lendo. Eu estou trabalhando para eternizar Adrian em nossas memórias e dar ao final da fic aquele toque especial.
    E a pergunta que não quer calar: Como eu consigo terminar um capítulo assim?Honestamente, nem eu sei.

  2. Bárbara permalink
    06/26/2011 2:33 PM

    Little apesar do seu discurso muito emocionante eu não sei se fico com raiva ou chateada ou triste. CLARO eu estou muito triste por causa da morte do Adrian apesar de que eu entendi os seus motivos para fazer isso e eu até concordo um pouco, apesar que eu sempre fui mais pro Dimitri eu gostava do Adrian.
    Eu achei o capitulo muito fofo com a Rose entrando em um desespero maior ainda na frente de todo mundo mas triste também e não precisa dizer o porque né?
    Little eu acho melhor vc parar de nos fazer chorar assim pois hoje eu não conseguia ler direito de medo com o que ia acontecer com todos independente de quem foce e dai eu cheguei na parte que o Adrian morre dai eu parei para ver se eu conseguia parar de chorar mas eu não consegui mas mesmo assim eu continuei lendo a até agora eu To chorando.
    Ps: adorei as ultimas falas e frases desse capitulo e vc vai ter que descobrir como vc acabou esse cap. assim
    Parabéns Little vc escreve muito bem. Bjs

  3. Patrícia permalink
    06/26/2011 2:41 PM

    Adorei sua explicação, ou justificativa porque penso como você, ñ teria sentido Rose passar toda a fic lutando por seu amor e no final mudar esse amor!!! Apesar de amar Adrian eu torço por Rose e Dimitri. Quero deixar claro minha admiração e respeito por sua criatividade!!
    Parabéns!

  4. nicole permalink
    06/26/2011 3:07 PM

    OMG litte!! Eu to chrando aqui,mas eu te entendo,consegui ver seu ponto d vista e achei mt legal,o Adrian realmente merecia algo além d sofrer pelo amor da rose!!
    Mesmo triste eu amei o cap, e consegui sentir td oq vc escreveu oq vc quiz passar,ta otimo!!
    Quero +!!
    bajoo

  5. Leticia permalink
    06/26/2011 7:23 PM

    Querida…
    Entendi exatamente o que quis passar
    Fico trite, mas ele teve uma morte digna
    ainda não sei como conseguiste escrever o que prova que és uma grande escritora…
    Beijos…
    Até domingo….

  6. Audrey permalink
    06/26/2011 8:05 PM

    Little, entendi seu ponto de vista, chorando, mas entendi. Em nenhum momento o Adrian deixou de ser ele mesmo, desde o acidente com o Strigoi, de dizer que ia ficar tudo bem e até agora.
    A Rose vai ficar aos pedaços, perdeu seu irmão.😦
    Como você pode escrever e terminar um capítulo assim? Isso é algo que só você pode responder, mas com certeza isso significa que você escreve incrivelmente bem.

  7. ligia zeglin permalink
    06/26/2011 8:07 PM

    Eu …
    Adorei! Mais é dificil pra mim ,entendi toda sua explicaçao ,não e facil pensei em tudo menos isso; valeu adorei .nao amei , não a morte mais como vc fez acontecer foi bonito sabe sem mais palavras .
    BEIJOS…
    Até Domingo que vem …

  8. Jaíne permalink
    06/27/2011 1:58 PM

    Ufaaaaaa….
    Respirei… prendi a respiração de uma tal maneira…

    Mas vamos lá, como eu já havia dito, eu AMO o Adrian tbm, mas por mim, não tinha tanto problema se ele morresse… foi triste e cheguei a chorar, massssssssss, EU CONCORDO E ASSINO EM BAIXO LITTLE.😄🙂

    E como sempreeeeee… tá divinoooooo. Parabéns.

  9. Najla permalink
    06/27/2011 3:17 PM

    Eu, comecei a ler a fanfic a pouco tempo.
    E viciei.
    Muito boa.
    Quase chorei por causa do Adrian agora.

    Estou super ansiosa para a continuação.

    Beijo…

  10. .:Little.Crazy.Dhampir:. permalink
    06/27/2011 7:39 PM

    Nha pessoas! Vocês não sabem com é bom ler esses comentários! Eu já tinha até ouvido que era pra entrar no programa de proteção às testemunhas pq as pessoas iam querer me matar por dar esse final ao Adrian hahahaha
    Que bom que vocês entenderam!
    Fico mais feliz ainda de ver pessoas novas comentando e deixando sua impressão a respeito da fic. É gratificante isso, mesmo!
    E meu lado sádico tbm está realizado, pois eu confesso que ao escrever esse capítulo, determinei que meu objetivo com ele era fazer os leitores chorarem. Pelas palavras de vocês, eu cumpri minha missão, hihihih
    Té mais!!
    bjinhos!!

  11. 06/28/2011 4:26 PM

    kra , desanimei, serio, o Adrian era a parte mais legal nos livros e na sua fic, fora o Dimitri e a Rose, nao vo conseguir ler esse capitulo, será doloroso demais e quando eu fico triste tenho q ir em terapeuta e serio, nao to afim de ver a kra desse proficionais idiotas tao cedo, foi mal, mas perdeu uma fã aki! talvez eu volte depois e leia ele depois, mas nao vai ser a mesma coisa, e eu vo precisar me preparar pra ler ele por um tempo, entao até eu conceguir ler ele, vc perdeu uma fã.😥

  12. .:Little.Crazy.Dhampir:. permalink
    06/28/2011 8:27 PM

    Sinto muito que pense dessa forma, Anne, mas eu não escrevi essa história querendo satisfazer as vontades dos leitores e nem pretendo mudar minha idéia original por causa disso. Eu segui apenas a minha consciência e não me arrependo do que fiz.
    Ninguém gosta de ler que perdeu uma fã, porém não há muito que eu possa fazer em relação a isso a não ser lamentar. Eu sei o que é não se sentir pronta para ler certas coisas, portanto se o que você precisa para ler esse capítulo e o resto da fanfic é de tempo, leve o tempo que precisar.

  13. 06/28/2011 8:39 PM

    Obrigada por compreender e tal, valeu mesmo, mas sei que vc escreve mto bem entao aposto q quando eu ler, vou chorar mto, mas vc vai fazer a fic ficar animada mesmo sem o adrian, como dizem temos q seguir enfrente hehehe! Mas eu só preciso me preparar mesmo e entao vou ler, e com certeza deve ta maravilhoso mesmo com a morte do Adrian lindinho.

  14. bossanga permalink
    06/29/2011 10:29 PM

    Oi Little, antes de mais, gostaria de parabeniza-la por essa fanfic fantástica, pelo seu senso de humor e a sua espetacular criatividade. Tenho acompanhado a história e apesar de ser 100% Romitri, confesso que a morte do Adrian me pegou desprevenida. não consigo me conformar com isso. Estou desolada.
    Eu entendo a sua observação a respeito do triangulo amoroso, de fato Adrian merecia algo mais, mas a morte… é muito rude. Enfim, isso só mostra o quanto você é boa naquilo que faz, tendo em conta as opiniões divergentes e apesar dos pesares, continuarei aqui esperando firme e forte pelos proximos caps. LOL

    Beijos

  15. Joyce Melo permalink
    06/30/2011 7:09 PM

    ehh, foi um susto. essa é a segunda fanfic de last sacrifice que leio, e li adrian morrendo, de um modo beem diferente, mas nobre e por amor. Parece que não é só você que não sabia o que fazer com o adrian na história certo!?
    Eu não queria que ele ficasse sozinho, mas tb não queria que ele ficasse com outra personagem. (ia ficar com ciumes para a rose). divertido, alegre e fofo. tb nao merecia morrer, eu estou começando a escrever um livro, e confesso que tb não sabia o que fazer com o Adrian.
    Realmente espero que no final dessa história, algo bem bonito, emocionante e magico, aconteça para que todos se lembrem do tamanho do coração que aquele garoto tinha.
    ( eu aqui falando e esquecendo que é um personagem) mas um amante de histórias é assim mesmo, sempre leva as histórias dos livros para dentro de si, para sua própria vida.
    Parabéens! Você escreve muito bem.

  16. .:Little.Crazy.Dhampir:. permalink
    07/01/2011 2:03 AM

    Bah, Joyce, pior que não é bem por aí. Eu não matei o Adrian porque eu não sabia o que fazer com ele, nem pensar! Se eu tinha uma certeza quando comecei a fic é que o Adrian morreria e ainda assim não era porque eu não sabia o que fazer com ele, mas porque na minha lógica, se ele morresse em nome do amor que ele sente pela Rose, salvando exatamente a pessoa que ele sabia que ela amava acima de tudo, era uma forma de tornar digno o papel dele na história. E quando falo em história eu falo da série original e não da fanfic. Todo o meu dilema em relação ao Adrian é porque eu determinei que escreveria uma fanfic o mais fiel possível à lógica da história original. E na história original JAMAIS a Rose terminaria com o Adrian, não com o Dimitri de volta, então porque eu me prestaria a fazer uma coisa dessas? Se eu fizesse não pareceria real, pelo menos não pra mim. Eu estaria apenas atendendo a um capricho meu e de alguns leitores.
    Então eu me desliguei da minha vontade e do que as pessoas que leem a fic pensariam e dei o desfecho que mais pareceria certo. Dentro desse contexto limitado eu optei por matá-lo. Não por punição, não por torcer por Dimitri, não porque não sabia o que fazer, muito pelo contrário. Eu queria dar um pouco mais de dignidade a um personagem que eu ADOROOOO e me perguntava qual era a melhor forma de conseguir isso.
    Então eu comecei a pensar. Poxa, o amor do Adrian pela Rose não é coisa passageira que ele esqueceria se tivesse um caso com alguém. Ela não é tão facilmente substituível assim. Então formar um casalzinho aleatório só pra dizer que ele não ficou sozinho, na minha cabeça é bobagem. Eu mesma fiz isso na Fanfic de Blood Promise e me arrependi hehehe. Não tive coragem de matar o Adrian (sim eu pensei nisso desde a outra fanfic), então fiz com que ficasse com outra pessoa para que todos vivessem felizes para sempre. Porém eu cheguei a conclusão que o Adrian nunca viveria feliz para sempre sem a Rose, porque ela mudou a vida dele em muitos sentidos e superar isso acho que seria doloroso demais para o nosso querido Moroi. Infelizmente o Adrian na história de Vampire Academy tem o mesmo papel do Jacob em Twilight (perdoem-me pela comparação, mas acho que assim eu consigo me explicar). Ele era o terceiro, o que veio para dividir opiniões, gerar polêmicas, mas ele nunca teve sequer chance de mudar o desfecho de toda a história. Então que pelo menos na minha versão de LS, se ele não pudesse mudar o desfecho da história, que ao menos fizesse a diferença. =)

    Fora isso, eu, como aspirante escritora, gosto de me testar, de inovar, de me experimentar em campos desconhecidos. Eu jamais havia matado personagens importantes antes e eu queria saber como era a sensação, se teria coragem, afinal eu tentei da primeira vez e fiquei com medo do que pensariam e de como eu me sentiria em relação a isso e acabei amarelando. A possibilidade de escrever essa segunda fanfic atiçou novamente minha curiosidade e eu vi no Adrian, pela segunda vez consecutiva, uma chance. E eu decidi que não a deixaria passar.

    Nossa me empolguei total aqui escrevendo, né? Sorry.. hahaha
    É que tá interessante essa discussão =)
    Até por isso… Obrigada a todos os comentários que a tornaram possível até agora =D
    Bjinhoss =)

  17. Joyce Melo permalink
    07/17/2011 8:25 PM

    Ehh, eu entendi. E concordo com tudo o que você disse.
    Realmente, as vezes acabamos nos empolgando, e escrevendo muito. hahaha
    Ansiosa para saber tuudo o que vai acontecer aqui.😀

    Beeijos.

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