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Fanfic Last Sacrifice – Capítulo 46

06/05/2011

Saudações dominicais a todos! Gente essa semana foi uma correria do cão e eu nem consigo acreditar que eu escrevi um capítulo de tamanho normal durante esses dias. Mas, como eu gosto de dizer, metas são para serem superadas, regras são para serem quebradas e o tempo… para corrermos atrás dele, não é mesmo? hehehehe

O capítulo de hoje está por um lado light e por outro também não. Eu não sei mais o que sentir com os capítulos. Mentira, eu acho que sei. Cada um que eu escrevo agora na reta final é um desespero. Cada frase que eu escrevo tem uma pitada de emoção pq eu vou lembrando das coisas que já aconteceram e… fazer o que? Terminar histórias não é algo fácil! Se eu já chorei escrevendo esse capítulo não quero nem ver o que será dos outros.. hahahaha

Boa sorte e boa leitura pra vocês! Me digam o que acharam, ok?

.

Fanfic Last Sacrifice (by Little) – Capítulo 46

Só nos restava esperar, então eu me acomodei melhor no banco cruzando meus braços com força na altura do peito, como se aquilo me impedisse ter a sensação de estar desmoronando por dentro. Com o olhar perdido no branco da imensa parede que havia diante de nós, eu busquei por controle, pois a vontade que eu tinha era de destruir tudo ao meu redor. Mas aí estava o problema, não havia muito o que destruir.

Eu nunca tinha parado para pensar em como o ambiente hospitalar pode ser ansiogênico, afinal de contas eu sempre estive do lado de dentro das salas de atendimento, nunca do lado de fora. Lá dentro há pessoas ao seu redor e a aparelhagem é tanta que nem se percebe o tom pálido que cobre as paredes, apesar de assustarem à primeira vista, pois produzem certos apitos diferentes, mas que no fim parecem soar como uma sinfonia, driblando um silêncio quase perturbador. Não há tempo para pensar se você vai morrer ou não, pois dependendo do procedimento ao qual se será submetido, os médicos literalmente põe você para dormir, cessando qualquer ansiedade que se possa ter. E se for o caso de se permanecer acordado, sempre haverá alguém para lhe confortar e dizer que vai dar tudo certo.

Do lado de fora a história é bem diferente. Por estarmos na área de tratamento de Morois, não há janelas que façam comunicação com o exterior e com certeza as internas são em números limitados, tornando o uso de iluminação artificial obrigatória o que, por sua vez, impede que se tenha noção do tempo que está passando. Até mesmo porque parece não passar.

Não há aparelhos ocupando as paredes, nem qualquer outra coisa além de pequenas placas indicando a direção de determinados setores. Também não há pessoas para lhe dar informações e dizer que está tudo bem, o que só pode levar qualquer indivíduo a pensar que algo está errado, caso contrário tantos médicos não estariam sendo necessários.

Essa ausência de quaisquer objetos, pessoas e sons fazem os corredores parecem maiores e mais longos do que são, um ambiente quase opressor. A ansiedade cresce a cada segundo e você não pode fazer nada a não ser suportá-la. Um verdadeiro inferno pintado de branco.

Eu queria gritar até minhas cordas vocais não suportarem, mas alguém o fez antes de mim. O grito, porém, não era de desespero, mas de dor.

“O que foi isso?”, eu perguntei a Dimitri, que também parecia desconhecer a origem to tal grito. Quando o som se repetiu eu levantei com um pulo da cadeira. “Eu acho que eu conheço essa voz”. Na terceira vez, eu tive certeza. “Meu Deus, é Zach!”. Céus, pobre Zach, eu pensei. Como eu poderia ter me esquecido do garoto? Depois que ele me ajudou a entrar na igreja eu simplesmente o deixei para trás com um braço mais do que quebrado. Sabe-se lá o que mais pode ter acontecido a ele.

“Você sabe para onde o levaram?”, eu perguntei a Dimitri.

“Não exatamente”, ele respondeu. “Eu sei que todos os feridos estão sendo trazidos para cá para facilitar o trabalho dos médicos, pois como também há Morois precisando de atendimento, aqui todos podem ser atendidos sem nenhum problema. Zachary deve estar sendo atendido em alguma sala aqui perto”.

“E-Eu preciso achar ele”, eu disse sem saber para que lado ir primeiro. Dimitri levantou-se de onde estava e aproximou-se de mim com cuidado.

“Rose…”, Dimitri disse ao segurar meu rosto para que eu o encarasse. “Você precisa se acalmar!”. Tomada por uma raiva súbita, eu tirei as mãos dele de cima de mim.

“Eu estou a um passo de enlouquecer aqui, Dimitri, então não peça para eu me acalmar”. Minha voz tremulava enquanto meus olhos enchiam-se de lágrimas novamente. Sem pronunciar uma palavra ele apenas me trouxe para dentro de seus braços, envolvendo-os em mim com força.

“Eu sei, eu sei, me desculpa. É que ver você assim e não poder fazer nada… isso acaba comigo.” Lágrimas corriam pelos meus olhos ao ouvir o reflexo do meu desespero na voz Dimitri.

“Então me leve até Zach”, eu quase implorei ao enxugar as lágrimas do meu rosto. “Ele deve estar assustado e, além disso, está sozinho. E ninguém merece ficar sozinho num momento como esse. Eu tenho você aqui, mas ele não tem ninguém, Dimitri, ninguém!”.

Dimitri respirou fundo e acabou concordando comigo, dizendo que me ajudaria a achar o leito de Zach. Aquilo me acalmou um pouco, afinal pelo menos assim eu poderia fazer algo por alguém, já que ficar ao lado de Adrian estava longe do meu alcance e permanecer no corredor imaginando as coisas que poderiam estar acontecendo com ele lá dentro era penoso demais.

A gritaria que estávamos ouvindo vinha de um quarto bem no final do mesmo corredor, cuja porta estava levemente encostada, o que foi quase como um convite para que eu a abrisse. Se não quisessem ninguém lá dentro que trancassem a porta, não é mesmo?

De imediato o que vi foi uma médica debruçada sobre a cama, lutando contra um paciente inquieto.

“Moça, eu juro que se você tentar mais uma vez me dar essa dose de anestesia eu não serei gentil com você. Eu já disse que posso suportar a dor”, ele disse enfurecido, entre os dentes.

“Zach?”, eu perguntei. Imediatamente ele empurrou para longe a mulher que o impedia de ter uma boa visão da porta e, assim que me enxergou ele atirou suas costas contra uma pilha de travesseiros, parecendo aliviado.

“Graças a Deus, você está viva”, ele disse com os olhos fechados, parecendo relaxar. Eu caminhei até a cama e sentei na cadeira ao lado. Dimitri permaneceu na porta.

“Como está o seu braço?”. Quem respondeu foi a médica que, de acordo com o crachá que usava, chamava-se Lydia.

“Quebrado em quatro partes. E o corajoso aí ainda se recusa a receber anestesia para que eu possa engessá-lo como deveria”. A mulher estava indignada com a teimosia de Zach.

“E você é o que? Surda?”, eu disparei para a surpresa dos dois. “Se ele quer sentir dor, deixe que ele sinta dor, oras!”. Zach mostrou-se orgulhoso por ter achado uma aliada.

“Você ouviu a moça, doutora”, ele disse com um sorriso vitorioso no rosto. A médica não sabia mais o que fazer então acabou concordando mesmo não estando completamente feliz.

“Zach, você sabe que isso realmente vai doer, não é mesmo?”, eu perguntei ao reavaliar o quadro dele enquanto a médica pegava o material necessário para o procedimento.

“Não me importa”, ele respondeu sem hesitar. “Eu odeio a sensação de não ter controle sobre meu corpo”. O que eu posso dizer? O garoto é dos meus.

“Tudo bem, então. Posso ficar aqui com você?”, eu perguntei. Zach estava prestes a me dispensar, mas por um segundo os olhos deles desviaram na direção de Dimitri e, seja lá o que foi que aconteceu entre os dois, aquilo fez com que Zach mudasse de idéia. Eu vi na expressão dele.

“E ficar sozinho com essa médica maluca? Nem pensar!”, ele respondeu com bom humor, recebendo um olhar furioso dela. Dimitri deve ter feito algum sinal para Zach que eu não percebi, mas eu não estava preocupada com isso, pois na verdade eu precisava de Zach naquele momento e ele sentiu isso. Caso contrário dificilmente ele concordaria com Dimitri numa boa.

“E quanto a você, Belikov? Quer assistir ao show?”, Zach questionou.

“Eu ficarei bem”, eu disse a Dimitri, percebendo que ele havia hesitado em responder. Ele então veio até mim, entregando-me um daqueles celulares não rastreáveis de Abe.

“Vou aproveitar que você tem companhia e fazer alguns contatos, além de tentar buscar alguma informação sobre Adrian, ok? Você sabe meu número, então, se precisar, ligue”. Ele beijou minha testa e deixou a sala.

“Bem, eu estou pronta para começar”, a médica disse, se dirigindo a mim. “Você pode pelo menos mantê-lo quieto no lugar?”.

“Eu posso tentar”.

“Vocês não acham que estão exagerando?”, Zach disse, parecendo estar achando graça da situação. Sem ter uma boa resposta no momento eu apenas o segurei firme para que a primeira manobra para posicionar os ossos em seus devidos lugares fosse feita. Ainda sem noção do que estava por vir, Zach continuou o discurso. “Já sei, vocês vão contar até três e…”. Lydia foi rápida e sem piedade, pegando Zach completamente desprevenido. Eu tive que fazer muita força para mantê-lo no lugar, pois em reflexos involuntários, acompanhados de hurros de dor, ele tentou se esquivar do que parecia estar sendo uma tortura. Lágrimas escorriam pelos cantos dos olhos de Zach, mas eu acho que ele sequer percebia que estava chorando.

Ele ficou tão tenso que Lydia se obrigou a parar pouco antes de finalizar a pior parte, caso contrário a dor seria severa demais e, por mais que Zach tenha sido um pé no saco, não era a intenção dela causar uma dor proposital. “Agüenta firme, Schoenberg, falta pouco agora”, eu disse tentando tranqüilizá-lo, sem sucesso. Nisso, Lydia me deu um pequeno cutucão e piscou para mim. Eu não precisei de mais nada para entender o recado. Ela iria jogar tentar algo. Eu fiquei a postos.

“Ok, eu cansei dessa brincadeira”, Lydia disse num tom quase ameaçador. “Você vai receber anestesia e vai ser agora!”. Eu a encarei com olhos arregalados, não crendo que ela ia desrespeitar a vontade do paciente. Será que eu entendi errado o recado?

“Não ouse!”, Zach gritou tentando erguer o torso de cima da cama, esquecendo-se completamente das dores que sentia. Quando eu o prensei contra o colchão, Lydia largou a seringa que já tinha em punhos no chão e, com mais velocidade do que eu poderia imaginar que ela fosse capaz de agir, fez o último ajuste, aproveitando-se do breve momento de distração de Zach.

 “Agora se você puder ficar imóvel para eu aplicar o gesso, seria uma bênção”, Lydia completou como se nada tivesse acontecido. É, a mulher era durona mesmo!

Zach suava frio e respirava ofegante, mas bem mandado como havia sido, nem ousou se mexer. Eu, que também estava tensa de vê-lo sentir tanta dor, me permiti relaxar e sentar ao seu lado novamente sem soltar a mão que segurava.

“Pronto novato, agora chega de dor”, eu disse baixinho enquanto enxugava uma mistura de suor e lágrimas de seu rosto com um lenço de papel.

“Graças a Deus”, ele sussurrou de volta ao fechar seus olhos, ainda tentando controlar sua respiração.

Eu não saí do lado de Zach até que ele estivesse devidamente engessado, apesar do engessamento ter ocorrido na mais absoluta tranqüilidade. Após algumas recomendações finais, Lydia anunciou que estava partindo para visitar outros pacientes, mas infelizmente Adrian não estava entre eles, pelo que eu pude investigar.

“Então até daqui a algumas semanas, Zachary”, Lydia disse da porta. “E se você me permite um conselho, você não precisa demonstrar bravura nessas horas só porque está diante da sua namorada. Os corajosos também sentem dor, sabia?”, ela disse com uma piscadinha. Espera aí… Namorada?!

“Não, não, nós não somos…”, eu e Zach dissemos ao mesmo tempo, mas era tarde demais, pois Lydia já havia ido embora. Só nos restou rir da situação.

“Então, meu namorado”, eu brinquei, “agora que já consegue falar, como você está?”.

“Como eu estou?”, ele perguntou meio perplexo ao sair da cama e ficar em pé diante de mim. “Rose, como está você! Eu estou sabendo da situação de Adrian, então não finja que sou eu que preciso de alguém do lado, ok?”.

“Uau, você não precisa ser cruel”, eu soltei a mão dele e desviei o olhar, como se tivesse sido acertada por uma agulha afiada. Ele esticou o braço e segurou minha mão de volta, trazendo-a para perto dele.

“Ei, eu não quis ser malvado”, ele disse com tanta ternura que foi impossível não olhá-lo nos olhos. “Eu já disse que sou impulsivo e por isso estúpido às vezes, então me perdoe pelo que eu disse, ok? É que eu estou preocupado com você, pois tem uma série de coisas acontecendo e… Olha, Rose, aquela médica que saiu daqui pode ter um parafuso a menos mas ela está certa sobre um coisa. Às vezes não há problema em admitir que se está sentindo dor. Mesmo que ela venha daqui de dentro”, Zach disse soltando minha mão para levar a dele até o meu coração. Aquilo foi a gota d’água e eu desatei a chorar. Na mesa hora Zach me abraçou com seu único braço disponível, oferecendo literalmente seu ombro como consolo. Eu não deixei escapar apenas algumas lágrimas, mas também o medo de perder uma pessoa mais do que especial e a dor que me consumia internamente, tanto que me fazia soluçar. Eu baixei completamente as minhas defesas e as paredes que pareciam estar desmoronando antes, vieram abaixo agora com toda a força.

“Pode chorar, viu?”, Zach sussurrou, tirando meu cabelo do rosto. “Seu namorado não está aqui. Eu lhe dou cobertura”.

No fim, as palavras de Lydia até que foram úteis para alguém. Ela se equivocou ao achar que Zach estava tentando demonstrar bravura por eu estar ao lado dele, mas Zach não cometeu o mesmo engano ao perceber que eu estava tentando parecer forte diante de Dimitri, algo que nem eu havia percebido até então. A dor estava ali, um incômodo quase constante, mas eu não conseguia entrar em contato com ela. Por mais que eu estivesse abalada eu não queria ser uma preocupação a mais, um motivo para ele sentir piedade ou me achar uma pessoa vulnerável. Eu queria parecer forte, ou pelo menos achar que estava passando essa imagem para não fazê-lo sofrer também. Como sempre, eu estava tentando “salvar” todo mundo a qualquer preço. Dessa vez, porém, foi minha vez de ser resgatada. E talvez pela pessoa que eu menos esperava.

Pra dizer a verdade eu me senti tão segura os braços de Zach, ou melhor, no braço de Zach, que mesmo depois que a choradeira passou, eu continuei abraçada nele até que minha respiração parasse de ser interrompida por soluços.

“Você está melhor?”, Zach perguntou todo atencioso depois de um tempo, sem pressa de me soltar.

“Melhor, eu não sei, mas eu acho que tão cedo eu não vou conseguir chorar. Faltarão lágrimas”, eu respondi baixinho. Zach achou graça.

“Bem, pelo menos o seu humor parece ter melhorado um pouco”, ele respondeu. Sorrindo, eu apertei Zach de leve entre meus braços antes de me soltar.

“Eu acho que estou devendo uma a você depois de ensopá-lo com minhas lágrimas”, eu disse meio sem jeito.

“Ah, certamente você me deve”, ele brincou. “Mas se você me permite, eu usarei esse débito a meu favor quando for mais pertinente”.

“Sem problemas”. Nossa, minha voz estava totalmente alterada, soando meio fanha, meio rouca. Como não deveria estar minha cara!? Eu definitivamente não estava a fim de sair pelos corredores e ter que ouvir as pessoas me perguntando se eu andei chorando, principalmente se estiver mais do que óbvio que sim. Melhor perguntar. “Zach? Seja honesto, como está minha cara?”, eu questionei.

“Como a cara de quem passou um bom tempo chorando, oras. Olhos avermelhados, faces marcadas pelas lágrimas, um leve inchaço…”

“Ok, ok, eu já entendi”, eu o interrompi meio de cara, afinal ele não precisava ser tão sincero.

“Você não está tão mal assim, bobinha, mas em todo caso, eu tenho uma suíte aqui a sua disposição”, Zach gesticulou com a mão, como quem estava anunciando um espetáculo ao palco, na direção de uma porta lateral que eu não havia percebido antes.

Ao me olhar no espelho, percebi que Zach estava brincando quanto à situação da minha aparência, quer dizer, em partes. Ainda assim, não era nada que uma boa lavada no rosto e alguns minutinhos não pudessem resolver.

“Rose?”, Zach chamou lá do quarto. “Seu celular está vibrando aqui”. Eu abri a porta e segurei o pequeno objeto na mão, identificando o número como sendo o de Lissa.

“Alô?”, eu atendi sem entender como ela havia conseguido aquele número, já que não se tratava do meu antigo celular.

“E aí, sumida? Como vai minha melhor amiga?”, Lissa perguntou com uma voz suave. “Dimitri me ligou agora a pouco parecendo preocupado, dizendo que talvez você precisasse de sua velha amiga aqui. Aconteceu alguma coisa?”.

“Nada que você já não saiba. Eu estava apenas segurando muita coisa, mas eu estou melhor agora”, eu respondi sorrindo para Zach, que me retribuiu o sorriso. “Como vão as coisas por aí?”, eu perguntei realmente curiosa.

“Estamos aguardando a decisão do conselho. Eu acho que você já sabe, mas agora que eu tenho uma irmã…”, Lissa disse toda orgulhosa, o que me deixou feliz “… há uma chance de eu ser aceita como conselheira!”. Lissa parecia estar tentando não parecer muito empolgada para não criar muitas expectativas nem para soar desrespeitosa, mas eu pude notar na voz dela a exaltação que devia estar sentindo. “E agora que Sr. Lazar está afastado do cargo até segunda ordem, talvez haja tempo para convencer as pessoas a votarem contra aquela lei maluca que obriga todos os Dhampirs a lutarem.

“Lazar está afastado do cargo?”, eu exclamei tomada pela surpresa. “Essa informação é nova. Como vocês conseguiram tal façanha?”.

“Nós não conseguimos nada. O responsável por isso foi Victor Dashkov! Aliás, eu já estou ciente de que você sabia sobre o paradeiro dele há algum tempo e não me contou, né? Mas deixemos esse detalhe para resolver depois, junto com mais algumas outras… coisinhas, quando vocês chegarem aqui. Vocês ainda vão trazer o Adrian, não vão?”.

“Sim, sim”, eu respondi. “Assim que for possível”. Mas uma dúvida ficou me incomodando. Coisinhas? Do que, diabos, Lissa estava falando?

“Que bom!”, Lissa interrompeu meu pensamento, que eu acabei deixando de lado. “Eu estou me sentindo tão mal de não poder estar aí com vocês, mas depois de tudo que fizemos para conseguir chegar até aqui eu não posso largar o barco justo agora”.

“Eu também gostaria que você estivesse aqui, mas não tem como, Lissa. Eu te entendo, não se preocupe”.

“Vai dar tudo certo, ok? Nós estamos esperando por vocês! Ah, sua mãe está mandando um beijo”.

“Mande outro para ela!”, eu disse com o coração apertado. “Eu estou com saudade de vocês duas já”.

“Você não é a única. Nós também estamos com saudades!”. Ao fundo, eu ouvi os nomes de Lissa e Jill serem chamados por alguém. “Ops, nossa vez. Jill e eu estamos sendo solicitadas para depor. Tenho que ir. Beijos”. Lissa disse antes de eu ouvir o clique do telefone encerrar a chamada.

Ao me virar para Zach, com o telefone junto ao corpo como se fosse um objeto transicional, o encontrei na porta ao lado de Dimitri, ambos com uma expressão apreensiva. Mas que diabos?

“Adrian está consciente”. Dimitri disparou sem rodeios. “Os médicos dizem que é temporário, mas ele está acordado”.

“Mesmo?”, eu disse com um nó na garganta.

“E ele está pedindo para falar com você”.

~~~~~~~~~~~~~~* * *~~~~~~~~~~~~~~

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10 Comentários leave one →
  1. Rose Ivashkov permalink
    06/05/2011 3:36 PM

    Por favor… Não mate o Adrian… Eu sou totalmente team Adrian… Não o mate!
    Dê um jeito dele se curar… Eu tô implorando agora!
    Amei o capítulo! Beijos!

  2. nicole permalink
    06/05/2011 3:42 PM

    oooo pelo menos um fim d semana q eu nao tenho um ataque do coraçao né litlle??
    rsrs o cap ficou ótimo ,achei lindo a rose chorando,quase chorei junto!!!
    estou ficando deprimida com o fim da fic!1 vc pretende ecrever outras???
    no nos prive do seu talento em, é pecado! rsrsrs
    To super ansiosa pra saber o desfecho dessa historia,só nao me diga q o Adrian vai morrer em pelo amor d DEUS ja to sentindo um aperto aqui!!
    bjuuuus

  3. .:Little.Crazy.Dhampir:. permalink
    06/05/2011 3:53 PM

    Eu tbm estou deprimida com o fim da fic… é corrido escrever toda semana, mas depois eu sinto falta. Se eu pretendo escrever outras fics? Sobre Vampire Academy, não. Sobre outras coisas eu não sei, mas não pra dizer “nunca” né? Mas eu adoro escrever e não conseguirei ficar muito tempo parada não. De repente sai algo interessante. Ainda é cedo pra dizer ao certo.

    Quanto ao Adrian, acho que no próximo capítulo teremos um desfecho para a situação dele, logo é óbvio que eu não vou me posicionar sobre o assunto, sorry =p

  4. Laís permalink
    06/05/2011 4:21 PM

    O.M.F.G !!!!
    Capítulo mto bom… ansiosa pelo próximo e triste pela aproximação do fim 😦

  5. Bárbara permalink
    06/05/2011 4:26 PM

    Adorei o capítulo Little. Mas eu quero saber o que o Adrian vai falar para a Rose logo. E eu achei muito fofinho o Zach não querer tomar anestesia e a Rose chorar no ombro dele. Foi muito engradados médica falar que a Rose e o Zach eram namorados principalmente depois de tudo que aconteceu com eles.
    Estou ansiosa para o próximo capítulo da fic e um pouco triste porque ela vai acabar mas tudo que é bom acaba né? Bjs

  6. Jaíne permalink
    06/05/2011 7:14 PM

    Ahhhhhhhhhhhhhh
    Mas como assim, esse cap acaba aqui???????????????????????????/
    O_O
    Surtei!!!!!!!!!!!

  7. Leticia permalink
    06/05/2011 8:29 PM

    Ai vc ainda vai me fazer ter um ataque cardíaco…
    Ai não pode acontecer nada com o Adrian…
    ai tadinha da Rose…
    muita coisa para suportar…
    Ai espero que ele melhore logo…
    e que coisinhas são essas… fiquei curiosa
    Beijos….
    vou contar os dias para ler o próximo…

  8. Audrey permalink
    06/05/2011 11:09 PM

    ahhhhhh, pq o Adrian pediu para flar com ela logo que acordou?? ele não acha q vai morrer vai?? nháá´ POR FAVOR , NÃO MATE O ADRIAN, buááá´eu vou chorar 😦
    Muito… corajoso? da parte do Zach.

    Esse cap ficou realmente muito bom, pena q a fic tá acabando

  9. 06/06/2011 1:37 PM

    AAAh, o fim da fiz 😥 triste, ele não pode morrer (Adrian), Lissa, Lissa, oque você está aprontando? Dimitri, Zach, Rose (Um novo triangulo – ou quarteto, contando com Adrian – amoroso) OMG total, Little, não faça isso com agente!! (Você não pode matar o adrian de jeito nenhum!!!)

  10. Stéf permalink
    06/07/2011 3:02 PM

    CArambaaaaa…sua fic está incrível.
    Não ligo muito pro Adrian…mas a Rose vai ficar muito triste se ele morrer..então…

    bjs.*

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