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Fanfic Last Sacrifice – Capítulo 42

05/01/2011

E aqui estamos novamente em mais um domingo desesperador!

Sim, para aqueles que tinham esperança de que as coisas ficariam calmas (jura né? hahaha) aqui vai o meu sinto muito, pois eu não to conseguindo escrever coisas tranquilas e bonitinhas. Acho que um pouco disso é minha emoção por estar chegando ao fim da fic, que acaba se refletindo na história. Como eu já disse anteriormente eu ando correndo pra conseguir o leitinho semanal das crianças né (lê-se o capítulo semanal da fic para os leitores) então é provável que os capítulos sejam um pouco menores daqui pra frente, apesar de que este está relativamente razoável.

Preparados para ver a continuação da luta da Rose com a Sra. Karp?! Bora ler, então!

Perdeu alguma coisa ou quer relembrar algum capítulo em especial? Clique aqui.

Fanfic Last Sacrifice (by Little) – Capítulo 42

Ela era rápida e eu não esperaria menos de um Strigoi, mas por alguma razão a feição frágil daquele corpo, como toda a estrutura corporal dos Morois, me levava a pensar que ela deveria se mover com mais delicadeza e suavidade. Ledo engano. O fato era que diante de mim estava uma mulher forte e bruta, cuja única fragilidade estava bem protegida dentro de sua caixa torácica e que, por sua vez, era meu alvo principal. Um alvo do qual eu não estava conseguindo chegar perto, já que Sonya parecia prever todos os meus movimentos, esquivando-se de todos eles mesmo quando eu mudava minha seqüência de golpes na tentativa de confundi-la. E assim que percebia onde eu queria chegar, ela mudava também a sua forma de atacar, me fazendo pensar que, por um momento, seria impossível vencê-la. Era quase como lutar com Dimitri quando ele ainda era meu instrutor, pois ele sabia o que eu faria até mesmo de costas. Para dizer a verdade, acho que consegui surpreendê-lo mais o atacando com meus beijos inesperados do que com qualquer golpe ensinado por ele, algo que não ajudaria muito na situação de agora, pois não creio que a Sra. Karp apreciaria tal gesto de minha parte. Mas a surpreenderia com certeza.

Comandando meu cérebro a parar de pensar bobagens, eu continuei tentando achar o momento certo para cravar aquela estaca no peito da Sra. Karp, mas não consegui. E como diz aquele velho ditado muito usado em jogos de futebol, quem não faz, leva. A diferença é que, fora do futebol, quando você leva é mais do que uma bola na rede e a dor que se sente é maior que a de um orgulho ferido, porque o corpo também sofre, também dói. Aliás, o orgulho é uma das coisas com que menos nos preocupamos em momentos como esse. Pelo menos foi assim que me senti quando, em mais uma tentativa de acabar logo com aquela luta, a Sra. Karp conseguiu segurar meu braço com uma de suas mãos e começou a dar uma seqüência de socos em minhas costelas, pela lateral. Eu tentei me soltar no primeiro soco, mas ela realmente havia me pego de jeito e quando eu tentei usar meu outro braço para pegar uma estaca reserva, minha agressora atingiu-me nas costelas novamente, com mais força, e qualquer ar que houvesse dentro de meus pulmões saiu de lá naquele momento, fazendo-me perder força e concentração. Com o impacto, não pude evitar que a estaca da qual eu tinha posse voasse a alguns metros de distância, ficando completamente desarmada até segunda ordem. Porém, ainda dona dos meus sentidos, vi Zach dar um passo adiante, como se decidindo se deveria ou não intervir.

“Não ouse, Schoenberg”. Na mesma hora Sonya parou de me atacar e olhou na direção de Zach, que me encarava com uma expressão de “você perdeu a cabeça?”. Eu então percebi que, merda, eu devo ter dito aquilo em voz alta.

“Corrija-me se eu estiver enganada, Rose, mas eu posso jurar que ouvi você chamar o seu novato de Schoenberg”. Eu não respondi e como incentivo, recebi outra pancada forte na boca do estômago, pois Sonya ainda mantinha meu braço preso. “Então?…”.

“Você a ouviu muito bem”. A confirmação veio da boca do próprio Zach, o que não foi uma surpresa. Eu sei que ele não agüentaria me ver ser agredida por muito tempo antes de fazer alguma coisa para tirar a atenção da Sra. Karp sobre mim. Garoto estúpido.

“Ora, ora, se eu não tenho uma pequena mentirosa em minhas mãos”, Sonya Karp disse ao voltar a me encarar. O esforço para controlar a raiva que ela sentia era tanto que sua voz tremulava. “Você estava escondendo um legítimo Schoenberg de mim! Inacreditável!”.

“Isso não muda o fato de que ele é apenas um garoto sem noção, então o deixe em paz”, eu argumentei, apesar de ter sido ignorada. A Sra. Karp parecia estar perdida em seus próprios pensamentos.

“Qual o seu nome, garoto?”, Sonya questionou.

“Zachary”, o filho da mãe respondeu.

“Ah, o mais novo. Interessante”. Eu franzi minha testa e percebi que Zach também parecia confuso. “Você até se parece com o seu pai. Aliás, nem sei como eu não percebi antes”. Ao dizer isso, a Sra. Karp deu um passo em direção a Zach, tão fascinada com ele que se eu agisse rápido talvez conseguisse me soltar, mas isso significava que ela teria suas mãos livres para avançar sobre Zach, sem falar que se eu não fosse ágil o bastante ela poderia me matar facilmente. Sendo assim eu não reagi, abrindo minha boca apenas quando ela se aproximou demais de Zach para meu gosto.

“Deixe-o em paz!”, eu disse tentando impedir que ela prosseguisse. Sonya revirou os olhos e me puxou pelo cabelo com força.

“Será possível que você não consegue fechar essa sua matraca? Agora eu entendo porque sua mãe praticamente a abandonou naquela escola. Você é irritante!”. Boa tentativa, vadia, mas minha mãe e eu já resolvemos nossos problemas do passado. “Quer saber?”, ela continuou, “Considere nosso acordo cancelado, porque eu mudei de idéia. Eu decidi que quero ficar com o seu amiguinho também. Não me leve a mal, mas…”, ela disse olhando para Zach como quem aprecia um prato apetitoso, “… é sempre bom enfrentar um Schoenberg. Eu gosto de como eles lutam”.

“Do que você está falando?”, Zach perguntou tenso e desconfiado como ele sempre fica quando alguém comenta alguma coisa sobre Arthur, o que fez nossa inimiga sorrir. A reação de Sonya apenas mostrou o quanto ela queria que isso fosse questionado.

“Eu conheci seu pai, garoto, e vi ele em ação uma vez”. Zach estava começando a relaxar quando Sonya continuou. “Apenas lamento ter tido que matá-lo em seguida, mas sabe como é. Eu estava apenas seguindo ordens”. E num piscar de olhos Zach congelou onde estava e eu tive minhas dúvidas sobre se ele ainda estava respirando. Suas mãos, porém, fecharam-se em punhos, com força.

“Zach, não dê ouvidos a ela!”, eu gritei na tentativa de trazê-lo de volta. “Ela está blefando para distrair você!”. Os olhos castanhos esverdeados dele foram as únicas coisas que se moveram em minha direção. Nós nos encaramos por alguns poucos segundos, onde muita coisa parece ter sido dita em silêncio e então ele voltou seu olhar para Sonya, que não cabia em si com suas gargalhadas.

“Blefando? Eu posso afirmar categoricamente que deixei o corpo dele caído no chão de um corredor, próximo a entrada de um quarto com sua garganta dilacerada. Você esteve lá que eu sei Rose, então me diga. Eu estou mesmo blefando?”, ela perguntou enfurecida. As palavras fugiram de minha boca porque, não, ela não estava. Como Sonya disse, eu estive lá e uma das cenas que eu dificilmente esquecerei é a de Dimitri me apresentando ao corpo de Arthur Schoenberg, atirado exatamente onde e como Sonya acabara de descrever. “Responda minha pergunta!”, ela gritou sem paciência ao me sacudir com força.

“Não, Sra. Karp”, eu disse, desviando o olhar. “Você não está…”. Eu não consegui terminar minha frase, pois no instante seguinte estava sendo arremessada contra Zach que, sem eu saber exatamente como, havia pegado sua estaca reserva e corria na nossa direção, ignorando completamente seu braço quebrado, apesar de ainda mantê-lo junto ao corpo. Nada como uma dor mais forte para nos esquecermos da que já estamos sentindo, não é mesmo?

Ao ouvir aquele infeliz comentário sobre Arthur, Zach não precisou de mais nada para vencer sua limitação física e perder a razão mais uma vez, partindo para um ataque inconseqüente e potencialmente fatal. Era quase como assistir a um filme repetido, porém, quando isso aconteceu antes eu me coloquei no meio do caminho porque era a coisa certa a fazer. Agora, entretanto, eu estava no meio do caminho porque não havia escolha.

Talvez Zach não achasse necessário ter seus dois braços livres para lutar, mas a Sra. Karp, pelo jeito, não pensava da mesma forma, pois finalmente mostrou o poder da força de um Strigoi ao desfazer-se de mim. Por mais que eu tenha tentado parar e Zach me segurar, nós dois caímos, parte do meu corpo sobre o dele, mas por dois motivos assim que tocamos o chão eu aproveitei o embalo da queda e rolei imediatamente para trás, numa espécie de cambalhota. Um, eu caí justamente sobre o braço fraturado de Zach; o grito involuntário de dor que ele soltou me deu a certeza disso. E dois, eu sabia que antes que eu pudesse me levantar, Sonya Karp estaria vindo atrás de nós.

Agachada em posição de ataque, apoiando-me no chão com as mãos, eu estava de frente para Sonya, observando-a vir em nossa direção como um assassino de filme de terror, dando passos lentos e confiantes. Próximo de mim, Zach começava a se erguer, fixando seu cotovelo esquerdo contra o chão na tentativa de sentar. Sem tirar os olhos de Sonya, eu apoiei as costas de Zach com uma das mãos até que ele se estabilizasse.

“Você está bem?”, eu perguntei.

“Já estive melhor”, ele disse com sua voz alterada pela dor. “Mas pelo menos ainda tenho meu outro braço”, ele prosseguiu, dando ênfase em “outro”. Sem esboçar nenhuma reação ao que ele disse, eu apenas dei dois leves tapinhas nas costas dele, indicando que havia entendido o recado. Zach era canhoto, diferente da maioria das pessoas, o que não fazia dele uma aberração, mas o tornava especial, quer dizer, é muito mais comum de se encontrar um destro do que um canhoto por aí. Isso significa que quando somos alvos de atrocidades como o que a Sra. Karp fez com Zach, a tendência é que sempre se atinja o lado direito primeiro, afinal, as chances de sucesso são maiores dessa forma. Mas a genética de Zach agiu em nosso favor.

É óbvio que ele não teria condições de atacar diretamente nenhum Strigoi, mas pelo menos assim ele teria como se defender caso as coisas ficassem complicadas. Ok, mais complicadas.

“Vamos Zach”, eu disse envolvendo meu braço ao redor da cintura dele. “Nós precisamos levantar você”. Ele então dobrou os joelhos e, na minha contagem até três, fez força contra o chão quando me levantei e o puxei para cima junto comigo. Em pé, pelo menos ele não seria um alvo tão vulnerável, eu pensei, pois mesmo machucado ele ainda poderia fazer algum estrago com sua mão esquerda ou fugir, se fosse o caso, algo que só aconteceria se Sonya passasse por cima do meu cadáver. Em outras palavras, enquanto eu estivesse viva, Zach ficaria longe de qualquer confronto, eu jurei a mim mesma, e para lembrá-lo de que lutar estaria fora de questão até segunda ordem, coloquei-me entre Zach e Sonya.

“Você vai pagar muito caro por isso”, eu resmunguei como uma promessa antes de começar a correr na direção de Sonya, evitando ao máximo que ela se aproximasse mais. Entretanto, quando eu percebi Mikhail logo atrás dela, completamente livre e decidido a assumir a situação a partir dali, eu parei e Sonya, talvez também percebendo tal aproximação, farejou o ar de onde estava e sorriu ao exalá-lo.

“Não chegue mais perto, meu amor, ou eu não me responsabilizo pelos meus atos”, Sonya disparou o que eu não soube definir se era uma ameaça ou uma declaração apaixonada. Ao perceber que ele não deu ouvidos a ela e continuou avançando, as narinas de Sonya inflaram, conforme sua respiração acelerou. Eu podia sentir o clima pesando no ar e, por isso, com todo cuidado, fui recuando sem tirar os olhos dela até quase esbarrar em Zach novamente, o que só não aconteceu porque ele pôs a mão no meu ombro indicando que não havia mais para onde ir. Ele até tentou, num gesto protetor, me puxar para trás de si, mas eu dei um tapa em sua mão para ele deixar de ser bobo e fiquei ao seu lado.

Se Sonya notou meu recuo ela não demonstrou se importar com isso, pois parecia tão envolvida com a abordagem de Mikhail que fixou seu olhar em um ponto vazio e sequer piscava, apesar de eu saber que ela estudava cada movimento dele, mesmo sem vê-lo. O guardião Tanner parou a uma distância considerada “proibida” para se manter de um Strigoi e não era necessário ser um profissional para saber disso, já que as pontas dos pés de Mikhail estavam a um dedo de distância dos de Sonya e, apesar de ele segurar uma estaca, seus braços caíam ao longo de seu corpo.

“Desde quando você se tornou tão imprudente, Mikhail?”, minha ex-professora perguntou.

“Desde que eu não tenho nada a perder”, ele respondeu.

“Nem mesmo a sua vida?”.

“Você está me ameaçando sem nem olhar na minha cara? Desde quando você se tornou tão covarde?”, Mikhail rebateu impiedosamente, para meu desespero.

“Covarde? Apenas porque você ainda está vivo, não quer dizer que eu não tenha coragem de matá-lo, meu querido, portanto tenha cuidado com suas palavras”.

“Então porque você não acaba com isso de uma vez?”. Ela soltou uma risada maquiavélica e finalmente o encarou, ainda respeitando a pequena distância entre os dois.

“Porque eu tenho planos melhores para você”, a Sra. Karp respondeu com tranqüilidade. Mikhail parou de respirar quando ela se virou e seus olhos incrédulos e curiosos corriam por toda extensão do corpo daquela que estava diante dele, como se não acreditasse em seus próprios sentidos. Por sua vez, Sonya permitiu que ele a estudasse de tal maneira, parecendo saber do conflito interno entre razão e emoção que o assolava, afinal era a primeira vez que eles ficaram cara a cara desde que ela se tornou Strigoi. Não havia compreensão nem empatia da parte dela para estar fazendo isso, era estratégia pura. Sonya sabia que Mikhail estava confuso, decidindo se ela era uma inimiga ou se por trás dessa mulher de olhos vermelhos ainda havia um pouco da Sonya que um dia lhe amou e sabia que se controlasse sua ansiedade poderia convencê-lo da segunda opção, afinal, é a natureza do eterno apaixonado, não é verdade? Sempre tentar resgatar no objeto amado um sentimento para lhe curar a dor do coração, mesmo sabendo que é impossível e que depois se sentirá incrivelmente estúpido por sequer ter tentado.

“Sinto muito, Sonya, mas eu não estou interessado nos seus planos”, Mikhail respondeu após algum tempo, decepcionando-a, mas não a desanimando.

“Mesmo sabendo que meu plano é voltar para você?”, ela provocou ao sussurrar-lhe a pergunta e continuou ao ver que o pegou desprevenido. “Quer dizer, Dimitri foi trazido de volta, então talvez haja esperança para mim, não?”.

“Desgraçada, filha da mãe…”, eu resmunguei baixinho, para que Sonya não me ouvisse. A regra é clara. Se você ver um Strigoi, não hesite, não pare para pensar nem para ouvir o que ele tem a dizer. Apenas mate-o. Por quê? Porque se o Strigoi diante de você um dia foi mais do que um simples conhecido, você tem um pequeno problema que ninguém nunca fez questão de nos ensinar. Que a probabilidade de se conseguir matar um Strigoi é inversamente proporcional ao sentimento que se tinha por ele ainda em vida, ou seja, se você está tentando matar alguém que ama ou já amou, você está ferrado! Trata-se de uma brincadeira perigosa da qual eu já participei e foi onde eu aprendi que não basta ter o conhecimento de que determinação e coragem são necessárias para matar quem se ama. Você precisa saber encontrá-las dentro de si, o que não é fácil. No meu caso, eu somente comecei a aceitar que seria melhor matar Dimitri, constatando que eu nunca seria amada da mesma forma por ele, afinal Dimitri queria desesperadamente me transformar em um Strigoi para que fôssemos felizes, literalmente para sempre, mas quando eu o questionei, várias vezes, a respeito do motivo de ele querer tanto me transformar, a resposta foi frustrante: “Porque eu quero você”. Eu ainda insisti na tentativa de arrancar dele algo do tipo “Porque eu te amo”, mas não aconteceu. E foi quando eu percebi que a explicação era simples. O amor de um é mortal, transforma-se em obsessão na imortalidade, já que o que torna viva a essência de um sentimento tão nobre e puro é exatamente o espírito de cada um. Logo quando o mortal se torna imortal, ele perde mais do que sua alma, ele perde a capacidade de amar, o que significa que o Dimitri que eu estava procurando naquele Strigoi nunca esteve lá.

A situação de agora não era muito diferente, a não ser pelo fato de Sonya estar usando uma carta na manga que Dimitri não teve na época em que ele era um Strigoi. Ela não estava propondo que Mikhail se tornasse um deles, mas que ela voltasse a ser uma Moroi. Uma boa jogada, diga-se de passagem, pois assim ela conseguiria iludir Mikhail de que a antiga Sonya ainda estava lá desesperada para voltar a viver, quando isso na verdade não passava de uma mentira para confundi-lo. Se Mikhail escolher ajudá-la nessa falsa missão de encontrar um Moroi que crave uma estaca enfeitiçada com espírito no coração dela, ele deixará de lado a batalha contra os Strigois por uma questão pessoal e, dependendo do quanto ele ficar cego com isso, poderemos até considerá-lo inimigo.

“Você escolheu sua sentença ao atacar a escola, Sonya. Você não tem idéia do quanto eu sinto por isso, mas eu não posso trazê-la de volta”. Eu respirei aliviada ao ver que Mikhail não tinha caído no papo de Sonya.

“Isso não é justo!”, ela exclamou com tanto entusiasmo que eu quase acreditei que ela estava dizendo a verdade. “Por que Rose pode trazer Dimitri de volta e você não? O que a torna melhor que você?”. Desgraçada! Ela está tentando me colocar contra Mikhail agora?! Eu só percebi que havia dado um passo na direção deles quando senti Zach me puxar pelos cabelos com seu braço bom.

“Calma aí, garota”, ele me alertou, recebendo um olhar enfurecido como resposta. Ainda assim, ele somente me soltou depois que voltei para o lado dele e cruzei os braços, indignada. A impaciência começava a tomar conta de mim, afinal isso não estava nos planos e eu já deveria estar na igreja.

“O problema aqui não é a Rose, Sonya”, Mikhail respondeu dando um passo para trás, aumentando a distância entre eles. “É você”.

“Eu? Como eu posso ser o problema? Por acaso você não me quer mais é isso? Diga-me a verdade, Mikhail”.

“Não, eu não quero”, ele disse sem hesitar, para a surpresa de todos, mas principalmente de Sonya.

“Por que não?”. Céus, ela parecia realmente transtornada. Tanto, na verdade, que eu achei melhor tirar a atenção de cima de Mikhail, afinal ele ainda estava perigosamente perto de Sonya e se ela decidisse atacá-lo, o estrago seria feio.

“Céus, por que vocês Strigois tem tanta dificuldade em aceitar a decisão dos outros?”, eu perguntei ao conseguir me livrar de Zach e dar alguns passos adiante. “Ele certamente tem seus motivos, então apenas aceite. Mikhail disse não”. No mesmo instante Sonya virou suas costas para Mikhail e rosnou feito um cão raivoso para mim.

“Sonya, acalme-se”, Mikhail sugeriu ao avançar novamente até minha ex-professora e colocar sua mão sobre o ombro dela, o que não foi uma boa idéia, pois com um movimento brusco de seu braço ela lançou Mikhail longe.

“Minha paciência com você acabou”, ela vociferou ao voltar-se para mim. Nós começamos a correr uma na direção da outra ao mesmo tempo e nenhuma deas duas parecia diminuir a velocidade, como se esperando para ver quem desistiria primeiro. Sonya lançou-se sobre mim como um lince e derrubou-me no chão. Nós rolamos juntas e nesse momento consegui enrolar uma de minhas pernas ao redor do pescoço de Sonya e mantê-la presa assim, porém não por muito tempo. Ela era forte e se debatia violentamente e quando eu fui tentar pegar uma estaca, ela acabou se soltando e montou em cima de mim sem piedade, segurando meu pescoço com força para dar o bote na minha jugular apenas uma vez. Eu vi a morte naqueles olhos vermelhos segundos antes de ver Sonya petrificar ao sentir uma estaca em suas costas. Mikhail.

O golpe não foi fatal, mas serviu para que ele a arrancasse de cima de mim e a deitasse no chão mais adiante, fazendo com que a estaca cravasse mais a fundo, pois ele sequer deu-se o trabalho de retirá-la. Zach apareceu do meu lado em seguida para ver se estava tudo bem assim que Sonya foi tirada de cima de mim, mas eu não consegui tirar os olhos de Mikhail, pois inicialmente eu pensei que ele havia cometido um erro de cálculo, porém ao observá-lo melhor eu entendi que fora tudo proposital. Ele apenas queria olhá-la nos olhos mais uma vez. A estaca estava tão próxima do coração, no entanto, que Sonya mal conseguia se mexer.

“Por quê?”, ela perguntou com esforço. “Por que você não me quer mais?”. Uma lágrima correu pelo rosto de Mikhail, que acariciou o cabelo de Sonya antes de responder.

“Porque você não é a Sonya por quem eu me apaixonei. Ela morreu assim que se tornou esse monstro”.

“Mikhail, sou eu, sua Sonya. Você pode me trazer de volta!”. Outra lágrima escapou dos olhos de Mikhail, assim que ele pegou mais uma estaca presa ao suporte de sua cintura.

“Eu farei algo melhor. Você queria acabar com a loucura e poder ficar em paz novamente, lembra? Eu lhe darei sua paz de volta, minha querida. Você poderá descansar agora”. E no segundo seguinte, estava tudo acabado.

~~~~~~~~~~~~~~* * *~~~~~~~~~~~~~~

5 Comentários leave one →
  1. Bárbara permalink
    05/01/2011 1:18 PM

    Meu Deus!!!!!!!! Que dó do Mikhail, ter que matar a Sonya. E a Rose eu acho que nessas horas ela é um pouquinho louca Pq só quem ñ está bem da cabeça corre para um Strigoi hahahahahaha e o Zach é muito corajoso com tudo o que a Sonya disse e ñ ataca-lá.
    Little eu Vo ter um trosso daqui apouco com os seus capítulos
    Estou esperando anciosamente pelo próximo.
    Bjs Babi

  2. Paty permalink
    05/01/2011 1:26 PM

    OH! menina estou sem palavras e com os olhos cheios de lágrimas, como vc termina um capítulo assim!
    Agora vou ter que ficar a semana toda contando os dias para chegar domingo!
    BJs, amei!
    Parabéns pelo talento!!!!!

  3. leh permalink
    05/01/2011 7:01 PM

    O.M.G ele conseguiu…
    Ai chorei até o que não queria…
    O Zach foi muito corajoso mesmo, e a Rose certamente tem um parafuso a menos…
    rsrsrs…
    Vou começar a contar os dias, as horas até domingo que vem…
    Beijos…

  4. nicole permalink
    05/02/2011 8:57 AM

    OMG!! eu to com os olhos cheios d lagrimas,de verdade little,me emoionei mt!!!
    mas fiquei chateada q ele ñ pode trazer a sonya d volta!!
    bom,o cap estava otimo!!
    quero +!!!

  5. 05/02/2011 1:02 PM

    ooh, eu sinto tanto pela Sonya, mas acho que ela fez por merecer, acho que a rose deveria ter feito isso com o dimitri quando ele ainda era um strigoi, mas que bom que não o fez, por que dai sim, isso seria o fim de tudo, mas enfim, adorei mais uma vez seus novos capitulos e espero por maiiis, por maas que eu não tenho certeza que vou conseguir ficar até o proximo domingo sem tentar me matar!! Euri, eu presciso se mais historia, mas por enquanto fico feliz porque rose, nem zach ou mikhail morreram, mas fico triste (Como ja disse) por Sonya.
    Beeeiiijos e escreva muito, euri, pra todooos nóóóós!!!
    *-* – viciada de plantaao!!
    -C.

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